
“Nada é tão ilusório… como o dinheiro”.
As emoções e as vivências que cada um tem associadas ao dinheiro assentam em impulsos reprimidos e podem representar uma forma socialmente aceitável de materializar “as necessidades de poder e vingança, de descarregar a agressividade que trazemos acumuladas desde os primeiros anos”.
Obviamente, o dinheiro pode significar a diferença entre comer e passar fome, entre ter e não ter um tecto.
Mas, para além do seu papel de garantir os bens essenciais á vida, o dinheiro traz consigo uma carga emocional inesperada em pessoas que nunca tiveram problemas financeiros.
Para elas, o dinheiro está ligado ao amor-próprio, à sensação de poder ou da sua falta, ao sentido de segurança e de controlo sobre as suas vidas.
Há tempos, a revista americana “Psychology Today” perguntou aos seus leitores, de nível cultural e económico médio ou superior, quais as emoções que ligavam ao dinheiro; obteve vinte mil respostas.
A maior parte mencionava ansiedade; depressão e cólera, foram também referidas em grande número de pessoas e, em número quase igual, as pessoas diziam lembrar-se de, numa ou noutra altura da sua vida, se terem sentido felizes com o dinheiro.
É interessante notar que, embora 74% considerasse que o dinheiro é que conta, aqueles que tinham menos preocupações de dinheiro não eram necessariamente os de maiores rendimentos, mas os que se sentiam bem no seu trabalho, situação pessoal e relações com a família e amigos.
Aquilo que considero ser forreta depende do meu ponto de vista, mas não há governo que escape.
Nas famílias que pregam a frugalidade, os filhos têm tendência para crescer com a ideia de que poupar dinheiro é sensato e gastá-lo é, muitas vezes, asneira e capricho.
Uma educação em que as dificuldades financeiras estejam sempre presentes, pode provocar o medo da pobreza. Por outro lado, a forretice pode ser uma arma usada apenas contra certas pessoas, como a demonstrada pelos governos em relação aos povos.
Esta “forretice situacional” pode constituir uma defesa para a expressão de sentimentos demasiado hostis para serem abertamente admitidos.
A forretice mais greve é aquela que leva certas pessoas a economizar tudo – dinheiro, amor, simpatia, louvor – porque sempre se sentiram privadas ou pouco queridas.
«Porque hei-de dar se nunca recebi?», perguntam-se os avarentos.
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