E lá vão dois

Agradeço a todos a participação e observação neste blog, mas tal como o antecessor, pifou....
mas, poderão continuar a seguir-nos em
«Curiosa Lusitânia», pelo menos até que lhe aconteça o mesmo..., altura em que novo blog nascerá.
Até lá... e obrigado pela companhia...

José Cândido Menezes

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Haja respeito


Não pretendam, políticos deste país, fazer de nós o que não somos… os portugueses não são os atrasados mentais que os senhores pensam.

Quando o porta-voz do governo diz, publicamente, que o governo da Nação nada pode fazer em relação à recusa de cortes aos funcionários públicos dos Açores, certamente está a brincar connosco, tentando fazer-nos crer que um governo regional tem, neste e noutros aspectos, mais poder que o governo central, da República, o governo do país em Lisboa sedeado.
De modo algum me coloco contra os funcionários açoreanos ou madeirenses, que não têm culpa de que sejamos as vítimas do laxismo demonstrado pelos governantes de Portugal e dos abusos cometidos, da tremenda corrupção que grassa no país… Eles estão bem, nós é que tivemos o azar de ficarmos mal.

Ora, sendo o país Portugal também composto pelos arquipélagos dos Açores e Madeira, votando açoreanos e madeirenses nas legislativas e nas presidenciais, e havendo uma única Constituição, qualquer posição tomada contra ela deve ser punida pela justiça. Ou poderá haver dois pesos e duas medidas? Pode haver portugueses funcionários de primeira, de segunda ou outras categorias?

Quando o governo central, da metrópole ou continente, de Lisboa – capital de Portugal – que engloba Açores e Madeira – confirma não ter poder legislativo na matéria, é caso para perguntar que raio de estatuto existe para certas áreas nacionais (?) que não são as mesmas para todos os cidadãos nacionais?

Portugal é também um país autónomo, país e não região, tem leis próprias – emboda dependa hoje de Bruxelas para muitas e variadas coisas – e, imagine-se, dentro deste país assiste-se a uma “impotência” governamental para que todos sejamos tratados da mesma forma, com a mesma equidade e com a igualdade que se impõe.

Não se admite que se sacrifique o povo continental, neste caso não autónomo nem independente – ao que parece – e se permita que o governo dos Açores se fique a rir na nossa cara, num lançamente antecipado da campanha eleitoral, colocando portugueses contra portugueses.
Torna-se incompreensível e ao mesmo tempo funciona como aviso sério para que tenhamos muito cuidado quanto à regionalização, pois podemos correr o risco de haver leis diferentes em cada uma das regiões que possam vir a ser criadas, se assim for decidido em referendo nacional – ou será apenas continental?

Sabia-se que Portugal estava mal; agora, com semelhante atitude, passou a pior, não se entendendo que possa acontecer o que se está a ver e que pune a continentalidade, alegando-se que na Madeira se gastaram milhões num estádio e nos Açores não.

Será que se pode fazer apelo a uma lei (estúpida) das comparações?

Quando anteriormente se falou em regionalização, aqueles que se colocaram contra diziam que Portugal era uno e não deveria ser fracturado. Podemos pretender maior fractura que a agora havida no pagamento dos custos da crise económica que vivemos?
Por essas e outras aumenta o sentimento de revolta no povo português… do continente.
Já agora, se puderem, digam para que serve o presidente da República… Temos algum que se debruce sobre os problemas do país?

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