E lá vão dois

Agradeço a todos a participação e observação neste blog, mas tal como o antecessor, pifou....
mas, poderão continuar a seguir-nos em
«Curiosa Lusitânia», pelo menos até que lhe aconteça o mesmo..., altura em que novo blog nascerá.
Até lá... e obrigado pela companhia...

José Cândido Menezes

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

actualidades

 europa – AO EXCELENTISSIMO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA CIDADE DE VILA NOVA DE GAIA, DOUTOR FILIPE MENEZES (espero que receba esta carta, pois vou enviá-la por vários processos)

Caro Presidente,
Como munícipe da Cidade do Porto, sou um atento admirador do seu trabalho na Autarquia de Vila Nova de Gaia.
Lamento dirigir-me a Vossa Excelência pelas dadas razões :
Apesar dos meus recentes quarenta e oito anos de idade, é meu costume visitar a sua bonita Cidade, em exercício lúdico, no meu trajecto de bicicleta até Espinho.
A minha formação profissional, levou-me também a apreciar de perto a excepcional carreira do Engenheiro Edgar Cardoso.
A Ponte da Arrábida, de sua autoria, concluída em mil novecentos e sessenta e três, é a primeira anfitriã, para quem se aproxima de Poente, pelo vale do Rio Douro.
Hoje, no meu habitual passeio em duas rodas, deparei com uma grade ou parapeito, no interior do arco sul (só do lado de Gaia) da obra mais emblemática da construção em betão armado, projectada pelo Mestre Edgar Cardoso.
A Ponte da Arrábida, principiada em mil novecentos e cinquenta e sete, foi desenhada, construída e amada durante mais de meio século pela singeleza e na beleza que a caracterizam, sem qualquer apêndice artificial de quem, com o argumento de que "não se vê lá de baixo", ou "mal se vê lá de cima" não tem a arte nem a humildade de respeitar uma obra prima intocável.
A acessibilidade para a manutenção da Ponte é pontual e prevenida por todos processos de segurança necessários. Manter essa seguridade como definitiva, só propiciará o acesso furtivo, a colocação de cartazes e de graffitis (já lá estão) e incentivará os acidentes aos incautos, que assim pensem que já é seguro lá subir !
Senhor Presidente, na inconsciência da minha adolescência, subi e desci (o difícil é descer) várias vezes o arco Norte da nossa Ponte da Arrábida !
Se for necessário, volto a fazê-lo, só, e prometo que, se não as retira, devolvendo a verdade à obra, ainda lhe pinto as grades de um expressivo e vistoso vermelho !

Revoltadamente triste,

lélio magalhães pinto de oliveira

lélio m p o

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