E lá vão dois

Agradeço a todos a participação e observação neste blog, mas tal como o antecessor, pifou....
mas, poderão continuar a seguir-nos em
«Curiosa Lusitânia», pelo menos até que lhe aconteça o mesmo..., altura em que novo blog nascerá.
Até lá... e obrigado pela companhia...

José Cândido Menezes

domingo, 23 de janeiro de 2011

Falta de fundos no FMI


O Fundo Monetário Internacional espera dobrar a sua capacidade de oferecer crédito, para 450 biliões de dólares nos próximos meses, o que lhe dará mais poder para enfrentar a crise da dívida soberana que toma conta da Europa, segundo directores e documentos do próprio FMI.

Se isso é suficiente, depende do grau de contaminação do problema noutros países. Actualmente, o FMI tem 202 biliões de dólares de recursos básicos e mais um fundo de 41 biliões que pode usar no caso duma grave crise financeira internacional, ou um total de 243 biliões, segundo o próprio FMI.
Mas, o total é menor que o montante que a zona euro espera render para poder socorrer as problemáticas economias europeias.

De acordo com o plano europeu de socorro, anunciado em Maio, após o resgate da Grécia, o FMI disponibilisaria 325 biliões. A Irlanda é o priimeiro país a receber um empréstimo desse fundo de apoio. Os créditos de 30 biliões do Fundo para o governo irlandês, deixá-lo-ão com 295 biliões em comprometimentos – mais do que tem em cofre.
Mas, directores do FMI afirmam com frequência que o Fundo Internacional não se comprometeu formalmente a fornecer a totalidade dos 325 biliões. Em vez disso, o FMI aprova caso a caso cada empréstimo e não precisa de reservar recursos até que os empréstimos em questão sejam aprovados. Assim, o FMI acredita que mesmo agora ainda tem muito espaço de manobra.

O G-20, grupo de países industrializados e em desenvolvimento, que já teve de socorrer o FMI para obter finaciamentos cruciais, comprometeu-se, em Abril do ano passado, a aumentar o capital da instituição. Desde então, cerca de 20 países emprestaram um total de 248 ao FMI que, por sua vez pode passar a outros países com problemas financeiros. Sem esse capital, o FMI estaria a operar agora no vermelho.
De acordo com a iniciativa do G-20, esses empréstimos podem ser contabilizados como um novo fundo de emergência que substituiria o de 41 biliões de dólares, com mais 250 biliões em novos recursos. Sete países europeus ainda precisam de ratificar essa linha de crédito. Áustria, Bélgica, Suiça, Luxemburgo, Noruega e Suécia – mas os seus parlamentos devem aprová-los nalgum momento no primeiro trimestre de 2011. Isso vai impulsionar para 450 biliões de dólares o capital disponível para empréstimos.
Os Estados Unidos já aprovaram a expansão e prometeram contribuir com 106 biliões para o novo fundo – cerca de dez vezes do que prometera contribuir antes. Os Estados Unidos e o Japão têm votos suficientes para vetar a activação do fundo. Quando o FMI faz um empréstimo – em qualquer dos seus veículos de financiamento – cada um dos membros é responsável por certa percentagem do valor. A fatia americana é de, geralmente, 17%. O FMI gaba-se de nunca ter sido deixado a ver navios, embora às vezes tenha de esperar pela quitação do valor que um banco comercial em situação similar seria obrigado a classificar de crédito de recebimento duvidoso.

Na Comissão Europeia argumentam que o total de recursos disponíveis para socorrer países, pode ser um tiro pela culatra e amedrontar os investidores, indicando que os problemas são mais profundos do que se pensava e começaram a espalhar-se. Até agora, no entanto, a Alemanha conseguiu bloquear a expansão do fundo. A Comissão Europeia nega ter discutido a sua expansão… e por cá, os mais pobres sofrem e pagam a «crise»… e os políticos gastam que se fartam…

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