
Embora ainda cedo, o fim da tarde traz-nos as trevas e leio num jornal francês que a Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, rendeu homenagem ao trabalho “doloroso mas necessário”, do tribunal de Phnom Pen sem, todavia, provocar o governo do Cambodja, que se opõe a um terceiro processo dos altos responsáveis Khmers Vermelhos, recentemente designados por “Camisas Vermelhas”.
O tribunal, apadrinhado pela ONU, “persegue em justiça certas pessoas, centenas delas, que causaram tantos sofrimentos (…). O trabalho é doloroso mas necessário para manter a paz duradoura, declarou Hillary Clinton perante os jovens cambodjanos.
“Os países prisioneiros do seu passado não rompem jamais as correntes, para construir o futuro que os seus filhos merecem”, disse, afirmando-se muito orgulhosa de ver, desde o início, a vontade (do Cambodja) de fazer face a esse passado, com coragem e honestidade.
À volta de dois milhões de pessoas, um quarto da população do país na época, morreram sob a tortura, de esgotamento ou má-nutrição, antes que o regime dos Khmers Vermelhos (1975-79) fosse derrubado pelas forças vietnamitas. O “irmão número um”, Pol Pot, morreu em 1998.
No termo do seu primeiro processo, o tribunal condenou, em Julho, a trinta anos de prisão, (Douch), ex-chefe da prisão de Tuol Sleng, onde foram torturados cerca de 15 mil pessoas antes de serem executadas.
No mês passado, quatro outros antigos altos responsáveis pelo regime no seu perfil mais político, entre eles o “irmão número dois”, Nuon Chea, foram levados a tribunal por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Mas, o primeiro-ministro Hun Sem, ele próprio quadro intermediário dos Khmers Vermelhos antes de fazer defecção, declarou na semana passada que “um terceiro caso não seria autorizado”, aquando da visita do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Uma alusão directa a inquéritos que visam cinco indivíduos cuja identidade não foi revelada.
Na passada segunda-feira, o ministro cambodkano dos Negócios Estrangeiros, Hor Namhong repetiu que um “terceiro processo poria em perigo a paz e a estabilidade do Cambodja” e que essa instabilidade seria um “obstáculo ao desenvolvimento” do país.
A comunidade internacional deve “consultar-se rigorosamente”, o governo deverá debruçar-se sobre este dossier, disse Hillary Clinton, julgando que a “prioridade” estava no segundo processo, esperado no primeiro semestre de 2011 e cujo financiamento deverá ser encerrado.
“Estamos totalmente de acordo com o governo sobre o facto de que o segundo processo deve começar tão depressa quanto possível”.
Washington prometeu uma ajuda de cinco milhões de dólares ao tribunal, cujo principal dador internacional é o Japão.
Hillary Clinton, que deveria encontrar-se com Hun Sem, devia igualmente “sublinhar a importância duma oposição credível e o respeito pelos direitos do Homem”, no país…
Este mundo anda completamente louco!
O tribunal, apadrinhado pela ONU, “persegue em justiça certas pessoas, centenas delas, que causaram tantos sofrimentos (…). O trabalho é doloroso mas necessário para manter a paz duradoura, declarou Hillary Clinton perante os jovens cambodjanos.
“Os países prisioneiros do seu passado não rompem jamais as correntes, para construir o futuro que os seus filhos merecem”, disse, afirmando-se muito orgulhosa de ver, desde o início, a vontade (do Cambodja) de fazer face a esse passado, com coragem e honestidade.
À volta de dois milhões de pessoas, um quarto da população do país na época, morreram sob a tortura, de esgotamento ou má-nutrição, antes que o regime dos Khmers Vermelhos (1975-79) fosse derrubado pelas forças vietnamitas. O “irmão número um”, Pol Pot, morreu em 1998.
No termo do seu primeiro processo, o tribunal condenou, em Julho, a trinta anos de prisão, (Douch), ex-chefe da prisão de Tuol Sleng, onde foram torturados cerca de 15 mil pessoas antes de serem executadas.
No mês passado, quatro outros antigos altos responsáveis pelo regime no seu perfil mais político, entre eles o “irmão número dois”, Nuon Chea, foram levados a tribunal por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Mas, o primeiro-ministro Hun Sem, ele próprio quadro intermediário dos Khmers Vermelhos antes de fazer defecção, declarou na semana passada que “um terceiro caso não seria autorizado”, aquando da visita do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Uma alusão directa a inquéritos que visam cinco indivíduos cuja identidade não foi revelada.
Na passada segunda-feira, o ministro cambodkano dos Negócios Estrangeiros, Hor Namhong repetiu que um “terceiro processo poria em perigo a paz e a estabilidade do Cambodja” e que essa instabilidade seria um “obstáculo ao desenvolvimento” do país.
A comunidade internacional deve “consultar-se rigorosamente”, o governo deverá debruçar-se sobre este dossier, disse Hillary Clinton, julgando que a “prioridade” estava no segundo processo, esperado no primeiro semestre de 2011 e cujo financiamento deverá ser encerrado.
“Estamos totalmente de acordo com o governo sobre o facto de que o segundo processo deve começar tão depressa quanto possível”.
Washington prometeu uma ajuda de cinco milhões de dólares ao tribunal, cujo principal dador internacional é o Japão.
Hillary Clinton, que deveria encontrar-se com Hun Sem, devia igualmente “sublinhar a importância duma oposição credível e o respeito pelos direitos do Homem”, no país…
Este mundo anda completamente louco!
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