ficção (mas pouco) _ “crocábida”
a crocodila da arrábida
distraído a ber os tomóveis e os biões, nem reparou que lhe soltaram um crocodilo no rio douro ! ali para os lados da arrábida ! acaba por ser a “bota”, a gaivota, que ao pousar-lhe na cabeça e ao defecar-lhe no fato, por fim o desperta para a realidade ! o “cr3” da invicta, o cidadão residente rr, quando alertado da presença do estranho ser, corajoso, não hesitou, entrou no douro, e foi ao seu encontro ! a dita “croca”, a crocábida, ou a crocodila da arrábida, é bem visível, quando na maré vasa, se espreguiça rebolona, a apanhar banhos de sol na lama da margem do rio !
cr3 _ “...xôe... xôe !!! sossega, bichaninha...”
ooo(foge... que bichanonha !!!)ooo
“soue eue... o residente da cãibra municipal...!!! quem te abandonoue ?!”
ooo(num bejo a coleira !)ooo
“onde estáe o teue dono ?!... diz lá lagartinha...”
Croca _ ooo(huummm...!!!)ooo
cogita o enorme réptil, admirado ! e a bota também !
cr3 _ “upa, upa, bamos dare uma boltinha ?... lebas-me às cabalitas ?...”
ooo(xie... que molengona...! e eue que gosto de acelerare...!)ooo
sem se intimidar com o perigo iminente, lá conseguiu subir para o dorso do surpreendido animal !
cr3 _ “upa... upa !!! bamos lá dar a boltinha ?!”
ooo(mas... ela não sai daquie !!!)ooo
“para baixo, isso ! num bires...”
ooo(porra... anda às boltas !)ooo
“afinal quem ée o teue dono ?!...”
Croca _ ooo(??!!!...)ooo
“rhuummrr !!!...”
cr3 _ “andas para cima e para baixo !!!”
ooo(?!... ela num saie d’ó pée da ponte do dgardoso !!!)ooo
decidido, o residente tripeiro salta de novo para as perigosas águas do douro, enfia a cabeça nas mandíbulas da crocodila, e questiona-a destemido ! a bota observa !
cr3 _ “bamos láe... diz láe quem ée o teue dono... diz-me baixinho... diz-me aoe oubido !”
Croca _ ooo(fecho ?!...)ooo
“é pê ! ée... pêe !”
Jurássicamente, mas finalmente respondeu !
cr3 _ “queim ?!... a ée pêe ! as escadas de portugal ?! mas esses gajos sãoe lá de baixo... do alendouro ! tás muito longe de casa !”
as revelações da croca revoltam o residente da cãibra !
cr3 _ “a ée pêe... as escadas de portugal ! “
“o inir... o insulto infra rodobiário !”
“a aedl... as auto escadas do douro litoral !”
“tantos donos... sopra cáe uma... brisa...!!!”
começa então a aperceber-se... e bracejando furioso, desata a vociferar !
cr3 _ “ó flip !... ó flip !... bem cáe baixo !...”
o “flip”, o cidadão residente da vizinha gaia, cedo acorre ao chamado do seu pouco amigo mas colega autraca ! a bota, a gaivota, vem à frente, a boiar num capacete laranja !
cr3 _ “ó flip !... toue aquie...”
flip _ “jáe boue residente...”
ooo(no meio do rio... tá doido !)ooo
cr3 _ “o que é que trazes aí contigo ?!...”
flip _ “sãoe dois leitões... ée para dare de comere à crocodila !”
cr3 _ “leitões ?!... tchh...”
ooo(o maluco quere fazere criaçãoe de crocodilos ?!!!)ooo
a bota, aflita, com o capacete laranja no bico, voa rápido e esquiva-se de um enorme salto da croca ! inquieto, o flip ampara os dois pequenos suínos nos braços !
cr3 _ “ó bota... dáe o chapéu aoe flip...”
flip _ “num faz male...”
cr3 _ “bens com dois leitões ?!!!”
flip _ “ó residente... antes eles que nós !!!”
cr3 _ “hum... jáe sabias da crocodila ?!”
flip _ “jáe... o zélio contou-me !”
cr3 _ “o zelo... quem ée o zelo ?!”
flip _ “num seie... acho que ée um ciclista !”
cr3 _ “bom, bamos a cascais debolber a lagartona à dona !”
... e não é que vão mesmo ! todos !!!
lélio m p o
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