E lá vão dois

Agradeço a todos a participação e observação neste blog, mas tal como o antecessor, pifou....
mas, poderão continuar a seguir-nos em
«Curiosa Lusitânia», pelo menos até que lhe aconteça o mesmo..., altura em que novo blog nascerá.
Até lá... e obrigado pela companhia...

José Cândido Menezes

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Império ataca Wikileaks


Entre as muitas ironias que produziu, uma das mais saborosas do caso WikiLeaks é ter dado oportunidade ao jornal russo “Pravda” de zombar do sistema legal e da censura nos EUA.
Depois de comentar mensagens do WikiLeaks que mostram o governo Obama pressionando Alemanha e Espanha para encobrir torturas praticadas pela CIA no governo anterior, o colunista e editor legal David Hoffman tripudia: “agora, dado que o fundador do WikiLeaks Julian Assange enfrenta acusações criminais na Suécia, fica também evidente que os EUA têm o governo sueco e a Interpol no bolso. Claro que não sei se Assange cometeu o crime do qual é acusado. Sei é que para o ‘sistema’ legal dos EUA a verdade é irrelevante. No minuto em que Assange revelou a extensão dos crimes dos EUA e seu encobrimento para o mundo, tornou-se um homem marcado”. Aproveita também para apontar a hipocrisia de conservadores e seus porta-vozes na imprensa, que querem as penas mais rigorosas possíveis para o WikiLeaks mas não tiveram dúvidas em expor a agente dos EUA Valerie Plame quando o governo Bush júnior quis punir seu marido, o ex-embaixador Joseph Wilson, por denunciar provas forjadas para justificar a invasão do Iraque.
A coluna tem data de 3 de dezembro. O cerco começara com a ordem de captura internacional do governo sueco que colocou o australiano Assange na lista de “alerta vermelho”, os mais procurados da Interpol, a serem monitorados a cada passo. Com um pretexto inusitado para uma operação desse porte, se não surreal: o fundador do WikiLeaks teria continuado a fazer sexo com uma sueca depois da ruptura de seu preservativo e se recusado a usá-lo com outra. Não há sequer um indiciamento formal e as duas acusadoras, Sofía Wilén e Anna Ardin enviaram mensagens por SMS e Twitter alardeando seus encontros com Assange logo após o fato, falando deles em tom elogioso e festivo. A segunda é nascida em Cuba e escreveu artigos para uma publicação anticastrista, sugerindo que pode haver o dedo da CIA no caso.
Na véspera, a Amazon expulsara o site wikileaks.org de seus servidores. No mesmo dia 3, o próprio endereço foi deletado pelo provedor estadunidense everydns.com. Foi rapidamente transferido para um domínio registrado na Suíça, wikileaks.ch, mas com parte dos arquivos hospedados no provedor francês OVH que, ameaçado com “consequências” pelo ministro francês da Indústria Eric Besson, entrou na justiça com uma consulta sobre a legalidade da ação.
No dia 4, a Switch, provedor suíço do novo endereço, disse que não atenderia às pressões estadunidenses e francesas para deletá-lo, mas o sistema PayPal de pagamentos via internet, uma subsidiária do eBay, cancelou a transferência de doações ao WikiLeaks. No dia seguinte, a OVH saiu da rede e os arquivos passaram a ser hospedados pelo Partido Pirata Sueco e passou a sofrer ataques de hackers, mas centenas de “espelhos” do site se multiplicaram pelo mundo. O WikiLeaks também distribuiu a todos os interessados uma cópia encriptada do arquivo completo, cuja chave será distribuída caso algo aconteça com o site ou seu fundador.
Nos dias 6 e 7, as redes Mastercard e Visa também cancelaram as doações ao WikiLeaks – embora, como tenha notado o editor de tecnologia do Guardian, nenhuma delas tenha problemas com encaminhar doações ao Ku-Klux-Klan. Além disso, o banco suíço PostFinance encerrou a conta de Assange com o pretexto de que ele “mentiu” ao fornecer endereço no país – também ridículo, pois ele seguiu a praxe e deu o endereço de um advogado em Genebra. Com essas operações, o WikiLeaks perdeu cerca de 133 mil dólares. Ainda no dia 7, Assange apresentou-se à Scotland Yard e foi preso sem direito a fiança.
Toda essa farsa foi levada ao palco porque as atividades de Julian Assange e do WikiLeaks não são realmente ilegais. Várias decisões jurídicas dos EUA, notadamente a decisão de 1971 que deu ao New York Times o direito de publicar os “Papéis do Pentágono”, concordaram em que a liberdade de imprensa garantida pela Constituição se sobrepõe à reivindicação de segredo do Executivo. O funcionário que vazou os arquivos oficiais pode, em princípio, ser processado, não a organização que aceitou o material e a publicou.
O fato é que Julian Assange é hoje um preso político, detido sob o mesmo tipo de falso pretexto que é devidamente ridicularizado quando usado para se deter um dissidente russo, chinês ou iraniano. Fosse os segredos de algum desses países que tivesse revelado, o fundador do WikiLeaks seria candidato automático a um Nobel da Paz.
Ao serem os segredos dos EUA os que o australiano se dispõe a divulgar – e o que pode vir a ser ainda pior, de seus grandes bancos e empresas (a começar, provavelmente, pelo Bank of America), como anunciou em entrevista à Forbes –, políticos e jornalistas de Washington e de seus aliados do Ocidente passam a considerar justo e aceitável que seja perseguido e preso pela Interpol sob acusações que matariam de rir os responsáveis pelos Processos de Moscou da era stalinista.
O Ocidente tem dificuldade cada vez maior em conviver com os direitos e garantias em nome dos quais julga ter o dever de impor sua vontade ao resto do mundo. Sente cada vez mais a necessidade de leis de exceção e estados de exceção, que pouco a pouco viram regra. O mundo vai descobrindo que é ilusório confiar na Internet como garantia de liberdade de informação.

(Enviado por um Amigo)

Linguagem «século XXI»



Se alguém pensasse.., há 370 anos, talvez não se tivesse feito a revolta de 1640…, que expulsou os Filipes de Espanha.

Tirou um papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à empregada por trás do balcão: «Menina, tem pens drives?» “Temos sim” «Já agora, o que é uma pen? Pode esclarecer-me? O meu filho pediu-me para comprar uma…» “A pen é um aparelho em que o senhor mete tudo o que tem no computador.” «Ah!, como uma disquete…» “Não! Na pen o senhor pode guardar textos, imagens e filmes. A disquete, que já nem existe, só guardava textos”. «Ah, t’á bem, dê-me uma». “De quantas gigas?” «Como?» “É o tamanho da pen” «Ah… quero um tamanho pequeno, que dê para meter ao bolso sem fazer muito volume» “Todas são pequenas. O tamanho é a quantidade de coisas que pode arquivar”. «Quantos tamanhos tem?» “Dois, quatro, oito e até dez gigas” «Hummm, o meu filho não disse de quantas gigas queria…» “Nesse caso, o melhor é levar a maior…” «Sim, acho que sim. Quanto custa?» “Bem, a de dez gigas é a mais cara. A sua entrada é USB?” «Como?» “É que para acoplar a pen ao computador tem de ter uma entrada compatível” «USB é a potência do ar condicionado?» “Não, isso é BTU” «Ah, é isso mesmo. Confundi as iniciais. Bem.., sei lá se a minha entrada é USB» “USB é assim… com uns dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional; o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo” «Hummm, enfiar o pino no buraquinho, não é?» “O seu computador é novo ou velho? Se for novo, é USB, se for velho é P2” «Penso que o meu computador tem dois anos. O anterior ainda era com disquetes. Lemnbra-se delas? Quadradinha, preta, fácil de carregar, quase nem tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aquelas disquetes tipo bolachas, grandes e quadradas. Era bem mais simples, não acha?» “Os de hoje nem entradas têm para disquetes. Ou CD ou pen” «Outra coisa. Bem, não sei que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho».
“Quer telefonar-lhe?” «Eu gostaria, mas o meu telemóvel é novo, tem tanta coisa que ainda nem aprendi a ligar…» “Deixe cá ver. Ena, um smarthphone, é mesmo bom; tem Bluetooth, woofle, brufle, triple, banda larga, teclado touchpad, câmara fotográfica e de filmar, rádio AM/FM, dá para mandar e receber e-mail, torpedo direccional, micro-ondas e conexão wireless” «Micro-ondas? Dá para cozinhar?» “Não senhor; o senhor faz-me rir… é que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido” «E Bluetooth» “Sabe para que serve?” «É claro que não!» “É para comunicar dum telemóvel para outro sem fio” «Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os telemóveis não se comunicam uns com os outros sem fio? Nunca precisei de fio para ligar. Fio celular é apenas para carregar a bateria…» “ Não, já vi que o senhor não percebe nada. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu telemóvel para outro sem usar fio, lista de telefones, fotos… por exemplo” «E antes, precisava de fio?» “Não, tinha de trocar o chip” «Hein? Ah, o chip. E hoje, precisa de chip…?» “precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor” «E que faço com o chip? Dá para pagar as portagens das SCUT?» “Não! Isso é outro chip. Se quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe…” Feita a ligação consegue falar com o filho, a quem pergunta: «Olha, queres uma pen de quantos… ah, gigas? Quatro? Havia outra coisa…isso mesmo; a nossa conexão é USB? T’á bem, logo já ta levo» “Que idade tem o seu filho?” «Vai fazer dez em Março.»
Chegado a casa, vira-se para a mulher e diz-lhe que está a envelhecer cada vez mais rapidamente, que fica doente só de pensar quanta coisa há por aí que nunca irá usar. “Porquê?”, pergunta a mulher, acrescentando ser necessário trocar a televisão da sala. «Porquê? Avariou?» “Não, mas a nossa não tem HD, tecla SAP, sloamotion e reset. «Tudo isso?» Para cúmulo, quando estava quase a adormecer, o filho entra no quarto e diz-lhe: “Pai, compra-me uma Playstation vinte e sete”…

(Enviado por um Amigo)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nona comissão de inquérito ao acidente de Camarate



Senhor Cavaco Silva


Por por proposta do PSD e uma ideia de Freitas do Amaral, foi criada a nona comissão de inquérito ao acidente de Camarate, que vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.

Isto não interessa ao povo, que quer acções concretas.

Disse o senhor, quando foi reeleito e injustamente não foi à segunda volta, que ia estar muito atento à actuação do governo.

Porque não está atento aos desmandos dos deputados do seu partido que querem, em prejuízo de quem os elegeu, brincar aos inquéritos parlamentares, quando deviam, isso sim, criar tribunais para julgar os deputados e membros dos vários governos que desgovernaram Portugal e meteram aos bolsos a riqueza que era produzida?

Mário Soares, Carlos Melância, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Duarte Lima, Telmo Correia, Nobre Guedes, Paulo Portas, e muitos outros.

Disse-lhe na passada semana, que era esquecido, mentiroso, demagogo e oportunista.

Não retiro uma virgula ao que afimei.

Ganhou as eleições e o seu mantado vai ser igual ou pior que os anteriores.

Só espera pelo fim do mês para engordar a sua conta pessoal à custa de quem trabalha.

É feio viver do suor de quem trabalha e isso tem um nome que me escuso pronunciar.

Renuncie ao mandato e vá curar a constipação para não criar mais despesas ao país com o seu funeral.

(Enviado por um Amigo)

domingo, 23 de janeiro de 2011

A África está a dividir-se em duas…




Dizem os cientistas…

Em apenas dez dias, a fenda aumentou oito metros, segundo os pesquizadores.

Pesquizadores britânicos afirmam que o continent africano poderá dividir-se em dois, devido a mudanças geológicas que ocorrem na região de Afar, Etiópia.

O processo começoi em 2005, após a erupção do vulcão Dabbahu, que abriu uma fenda no solo.

A depressão, apesar de não ter água, está localizada abaixo do nível do mar, o que poderá levar ao aparecimento dum novo oceano.

«O oceano está separado por apenas uma faixa de vinte metros de terra do território da eritreia», afirmou o simólogo James Hammond em entrevista à BBC.

«Então, essa terra cederá eventualmente, o mar entrará e começará a criar esse novo oceano», disse o cientista.

Segundo os pesquizadores, o processo acabará por dividir a África, transformando parte da Somália e da Etiópia numa grande ilha no Oceano Índico.

Embora o processo possa levar milhões de anos a ser concluído, os cientistas afirmam estar a presenciar um raríssimo fenómeno.

Uma monitorização num período de apenas dez dias, verificou a expansão da fenda em oito metros, segundo a BBC.

OS NOVOS EXÉRCITOS..!!

Se quiséssemos caracterizar estes últimos decênios da história humana,sem dúvida, deveríamos chamá-los de idade da mídia, dos meios decomunicação – a propaganda, os jornais, as revistas, as agências e ossistemas de rádio e televisão.

Nestes tempos, vem sendo a maispoderosa arma de dominação dos povos, isto é: a servidão consentida,através da mente humana.

Tão poderosa que foi capaz de vencer edesintegrar um gigante como a União Soviética.

As máquinas de comunicação, que conquistam e impõem sistemas dedominação e exploração das nações ricas sobre as pobres, são osexércitos e as armadas destes tempos.

Têm o poder de criar um ambienteno qual o falso parece verdadeiro.Por exemplo: o neoliberalismo – que não passa do velho conservadorismocom nova roupagem – é uma doutrina que vem das nações poderosas. É oque convém àqueles países: que as raposas (no caso, elas próprias)passem a ter toda liberdade dentro do galinheiro.

Outro exemplo é o dessas chamadas privatizações, que o futuro irádemonstrar que foi uma época de oligarquias impatrióticas, quepromoveram a malversação e o enriquecimento ilícito, em prejuízo dopatrimônio público.

Tudo sob a mistificação de que privatizar seria agrande solução salvadora para nós, países pobres.

A verdade, entretanto, nunca morre dentro do ser humano, cuja vida,mesmo sob o mais impenetrável dos obscurantismos, é uma buscapermanente e até compulsiva deste valor supremo de nossa existência.

É uma questão de mais ou menos tempo.

A verdade acaba por prevalecer, mesmo quando um avassalador monopóliode comunicação mantém toda uma Nação nas trevas.

(Enviado por um Amigo)

Falta de fundos no FMI


O Fundo Monetário Internacional espera dobrar a sua capacidade de oferecer crédito, para 450 biliões de dólares nos próximos meses, o que lhe dará mais poder para enfrentar a crise da dívida soberana que toma conta da Europa, segundo directores e documentos do próprio FMI.

Se isso é suficiente, depende do grau de contaminação do problema noutros países. Actualmente, o FMI tem 202 biliões de dólares de recursos básicos e mais um fundo de 41 biliões que pode usar no caso duma grave crise financeira internacional, ou um total de 243 biliões, segundo o próprio FMI.
Mas, o total é menor que o montante que a zona euro espera render para poder socorrer as problemáticas economias europeias.

De acordo com o plano europeu de socorro, anunciado em Maio, após o resgate da Grécia, o FMI disponibilisaria 325 biliões. A Irlanda é o priimeiro país a receber um empréstimo desse fundo de apoio. Os créditos de 30 biliões do Fundo para o governo irlandês, deixá-lo-ão com 295 biliões em comprometimentos – mais do que tem em cofre.
Mas, directores do FMI afirmam com frequência que o Fundo Internacional não se comprometeu formalmente a fornecer a totalidade dos 325 biliões. Em vez disso, o FMI aprova caso a caso cada empréstimo e não precisa de reservar recursos até que os empréstimos em questão sejam aprovados. Assim, o FMI acredita que mesmo agora ainda tem muito espaço de manobra.

O G-20, grupo de países industrializados e em desenvolvimento, que já teve de socorrer o FMI para obter finaciamentos cruciais, comprometeu-se, em Abril do ano passado, a aumentar o capital da instituição. Desde então, cerca de 20 países emprestaram um total de 248 ao FMI que, por sua vez pode passar a outros países com problemas financeiros. Sem esse capital, o FMI estaria a operar agora no vermelho.
De acordo com a iniciativa do G-20, esses empréstimos podem ser contabilizados como um novo fundo de emergência que substituiria o de 41 biliões de dólares, com mais 250 biliões em novos recursos. Sete países europeus ainda precisam de ratificar essa linha de crédito. Áustria, Bélgica, Suiça, Luxemburgo, Noruega e Suécia – mas os seus parlamentos devem aprová-los nalgum momento no primeiro trimestre de 2011. Isso vai impulsionar para 450 biliões de dólares o capital disponível para empréstimos.
Os Estados Unidos já aprovaram a expansão e prometeram contribuir com 106 biliões para o novo fundo – cerca de dez vezes do que prometera contribuir antes. Os Estados Unidos e o Japão têm votos suficientes para vetar a activação do fundo. Quando o FMI faz um empréstimo – em qualquer dos seus veículos de financiamento – cada um dos membros é responsável por certa percentagem do valor. A fatia americana é de, geralmente, 17%. O FMI gaba-se de nunca ter sido deixado a ver navios, embora às vezes tenha de esperar pela quitação do valor que um banco comercial em situação similar seria obrigado a classificar de crédito de recebimento duvidoso.

Na Comissão Europeia argumentam que o total de recursos disponíveis para socorrer países, pode ser um tiro pela culatra e amedrontar os investidores, indicando que os problemas são mais profundos do que se pensava e começaram a espalhar-se. Até agora, no entanto, a Alemanha conseguiu bloquear a expansão do fundo. A Comissão Europeia nega ter discutido a sua expansão… e por cá, os mais pobres sofrem e pagam a «crise»… e os políticos gastam que se fartam…

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A opção da simplicidade


Muitas pessoas reclamam contra a corrida da vida. Consideram que têm compromissos demasiados e culpam a complexidade do mundo actual, as más políticas e os maus políticos no activo.

Entretanto, muitas delas multiplicam as suas ocupações, os empregos, sem real necessidade.
Vivem para o dinheiro. Viver com simplicidade deve ser, portanto, a opção a fazer.

Algumas coisas que consideram imprescindíveis à vida, na realidade são supérfluas.

Enquanto procuram coisas, as criaturas esquecem-se da vida em si. Angustiadas por múltiplos compromissos, não reflectem sobre a sua realidade interior, íntima.

Esquecem-se do que gostam, não pensam no que lhes traz e faz. De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?

Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer tomarão, com toda a certeza, o lugar do ser.

Ninguém precisa de trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todos os fins-de-semana. É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.
Simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância à sua imagem ou ao que os outros dizem ou pensam dele. As pessoas simples calculam os resultados de cada gesto, não usa artimanhas nem tem segundas intenções. Apenas experimenta a alegria de ser, apenas.
Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância. Mas uma infância como virtude, não como fase da vida. Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.

A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a vlorizar o essencial. Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas…

Tudo isto representa a simplicidade do existir, de ser. Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz, mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.
Nada existe contra o dinheiro ou o sucesso. É bem importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se. Progredir sempre, é uma necessidade humana. Mas, isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de tantas actividades.

Se o preço do sucesso fôr a ausência da paz, então talvez não valha a pena, porque tudo fica para trás, mais cedo ou mais tarde. Mas, há tesouros imateriais que jamais se esgotam.

As amizades verdadeiras, a serenidade e a paz de espírito, são algumas delas. Prestemos atenão a como gastamos o nosso tempo. Analisemos as coisas que valorizamos e vejamos se muitas delas não são apenas um peso desnecessário na nossa existência.

Ao optar pela simplicidade, talvez se redescubra a alegria de viver.

«Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é apenas a consequência».

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Em defesa da coisa pública


Eis uma questão que reflecte o precário exercício da cidadania por parte de todos nós, portugueses.
Muitos falham pela carência de escolaridade.
Outros, pela falta de bons hábitos e convivência social, tudo isso completado pelo perverso fenómeno dos falsos arautos do bem-estar – grande indutor do comportamento omisso de massa, por cerca duma centúria e, até aos nossos dias, pela ditadura dos meios electrónicos.
O hábito da participação social está longe de ser uma das nossas características. Destacamo-nos pelo e através do individualismo. (Aberrante).
Um povo dotado, desde longa data, dum nível educacional adequado, desde cedo descobre que o melhor caminho para todos os carentes de riqueza e de poder, é a prática da agremiação (associação), da actuação colectiva.

Isso confere-lhe força para limitar os poderosos. Desse modo, comporta-se também, mais ou menos assim, em relação aos políticos:
a) Procura sempre votar certo nos mais capazes e confiáveis;
b) Acompanha, permanentemente, o desempenho do mandato dos eleitos;
c) Quando necessário, é sempre representado convenientemente – para efeito de reivindicações, pressões e contra-pressões – por uma miríade de entidades, colectividades e instituições representativas dos mais diversos grupos e sectores sociais.
d) Não reelege aqueles mandatários que não cumprem as promessas de campanha, respondem por desvios de comportamento, etc, etc.
Há tempos atrás vimos, ao vivo pela televisão, o suicídio dum político norte-americano, que não suportou a pressão popular, motivada pelos seus desvios como homem público.
No nosso país, nem mesmo a classe média, escolarizada, cultiva o sentido da colectividade.
Um exemplo que todos conhecemos e vivemos é a quase completa omissão em relação à administração dos condomínios, o que os torna quase inadministráveis.

Igualmente, a cultura da omissão faz com que se vote em maus políticos, reconhecidamente desprovidos das mínimas qualidades de decência e competência.
Temos demasiados exemplos de políticos que há anos transitam pelos tribunais, como réus, em processos de malversação e desvio de recursos públicos, que são continuamente reeleitos, com grandes votações, pelo eleitorado do país.

Ninguém duvida da absoluta necessidade de estancar a corrupção nos três poderes da República, bem como na corruptora iniciativa privada.
Mas, face a este “status quo”, como levá-la a efeito?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Haja respeito


Não pretendam, políticos deste país, fazer de nós o que não somos… os portugueses não são os atrasados mentais que os senhores pensam.

Quando o porta-voz do governo diz, publicamente, que o governo da Nação nada pode fazer em relação à recusa de cortes aos funcionários públicos dos Açores, certamente está a brincar connosco, tentando fazer-nos crer que um governo regional tem, neste e noutros aspectos, mais poder que o governo central, da República, o governo do país em Lisboa sedeado.
De modo algum me coloco contra os funcionários açoreanos ou madeirenses, que não têm culpa de que sejamos as vítimas do laxismo demonstrado pelos governantes de Portugal e dos abusos cometidos, da tremenda corrupção que grassa no país… Eles estão bem, nós é que tivemos o azar de ficarmos mal.

Ora, sendo o país Portugal também composto pelos arquipélagos dos Açores e Madeira, votando açoreanos e madeirenses nas legislativas e nas presidenciais, e havendo uma única Constituição, qualquer posição tomada contra ela deve ser punida pela justiça. Ou poderá haver dois pesos e duas medidas? Pode haver portugueses funcionários de primeira, de segunda ou outras categorias?

Quando o governo central, da metrópole ou continente, de Lisboa – capital de Portugal – que engloba Açores e Madeira – confirma não ter poder legislativo na matéria, é caso para perguntar que raio de estatuto existe para certas áreas nacionais (?) que não são as mesmas para todos os cidadãos nacionais?

Portugal é também um país autónomo, país e não região, tem leis próprias – emboda dependa hoje de Bruxelas para muitas e variadas coisas – e, imagine-se, dentro deste país assiste-se a uma “impotência” governamental para que todos sejamos tratados da mesma forma, com a mesma equidade e com a igualdade que se impõe.

Não se admite que se sacrifique o povo continental, neste caso não autónomo nem independente – ao que parece – e se permita que o governo dos Açores se fique a rir na nossa cara, num lançamente antecipado da campanha eleitoral, colocando portugueses contra portugueses.
Torna-se incompreensível e ao mesmo tempo funciona como aviso sério para que tenhamos muito cuidado quanto à regionalização, pois podemos correr o risco de haver leis diferentes em cada uma das regiões que possam vir a ser criadas, se assim for decidido em referendo nacional – ou será apenas continental?

Sabia-se que Portugal estava mal; agora, com semelhante atitude, passou a pior, não se entendendo que possa acontecer o que se está a ver e que pune a continentalidade, alegando-se que na Madeira se gastaram milhões num estádio e nos Açores não.

Será que se pode fazer apelo a uma lei (estúpida) das comparações?

Quando anteriormente se falou em regionalização, aqueles que se colocaram contra diziam que Portugal era uno e não deveria ser fracturado. Podemos pretender maior fractura que a agora havida no pagamento dos custos da crise económica que vivemos?
Por essas e outras aumenta o sentimento de revolta no povo português… do continente.
Já agora, se puderem, digam para que serve o presidente da República… Temos algum que se debruce sobre os problemas do país?

“Nada é tão ilusório… como o dinheiro”.

As emoções e as vivências que cada um tem associadas ao dinheiro assentam em impulsos reprimidos e podem representar uma forma socialmente aceitável de materializar “as necessidades de poder e vingança, de descarregar a agressividade que trazemos acumuladas desde os primeiros anos”.

Obviamente, o dinheiro pode significar a diferença entre comer e passar fome, entre ter e não ter um tecto.
Mas, para além do seu papel de garantir os bens essenciais á vida, o dinheiro traz consigo uma carga emocional inesperada em pessoas que nunca tiveram problemas financeiros.

Para elas, o dinheiro está ligado ao amor-próprio, à sensação de poder ou da sua falta, ao sentido de segurança e de controlo sobre as suas vidas.

Há tempos, a revista americana “Psychology Today” perguntou aos seus leitores, de nível cultural e económico médio ou superior, quais as emoções que ligavam ao dinheiro; obteve vinte mil respostas.
A maior parte mencionava ansiedade; depressão e cólera, foram também referidas em grande número de pessoas e, em número quase igual, as pessoas diziam lembrar-se de, numa ou noutra altura da sua vida, se terem sentido felizes com o dinheiro.

É interessante notar que, embora 74% considerasse que o dinheiro é que conta, aqueles que tinham menos preocupações de dinheiro não eram necessariamente os de maiores rendimentos, mas os que se sentiam bem no seu trabalho, situação pessoal e relações com a família e amigos.
Aquilo que considero ser forreta depende do meu ponto de vista, mas não há governo que escape.

Nas famílias que pregam a frugalidade, os filhos têm tendência para crescer com a ideia de que poupar dinheiro é sensato e gastá-lo é, muitas vezes, asneira e capricho.
Uma educação em que as dificuldades financeiras estejam sempre presentes, pode provocar o medo da pobreza. Por outro lado, a forretice pode ser uma arma usada apenas contra certas pessoas, como a demonstrada pelos governos em relação aos povos.

Esta “forretice situacional” pode constituir uma defesa para a expressão de sentimentos demasiado hostis para serem abertamente admitidos.

A forretice mais greve é aquela que leva certas pessoas a economizar tudo – dinheiro, amor, simpatia, louvor – porque sempre se sentiram privadas ou pouco queridas.
«Porque hei-de dar se nunca recebi?», perguntam-se os avarentos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aníbal, a descoberto.


Não é política baixa.
É só para recordar a dualidade de certas pessoas. Se não tivermos memória, somos levados na onda. É preciso não esquecer o passado recente de quem se diz o provedor do Povo, depois de mais de 15 anos à frente do destino do País.
Quando pensamos, deixamos de ser ovelhas tresmalhadas.
-*Por favor, leiam! *
*Mas leiam tudo até ao fim!!!*
*E depois cheguem a uma conclusão!!!*
* Aníbal a descoberto. *
*(Tal como recebi)*
*É urgente, é imperioso, que a maioria dos portugueses conheçam a verdade e a origem dos mais graves problemas que devastam o país.*

*ISTO É PARA LER E RELER!*
**O MONSTRO**
Se os portugueses não tivessem memória curta e tivessem sido leitores do Expresso teriam dado por uns artigos de Cavaco Silva que, segundo o próprio, alertavam para o risco de Portugal chegar à situação em que estamos. Mas esses mesmos portugueses recordar-se-iam igualmente da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983.
Nesse tempo o grande problema da economia portuguesa era o mesmo que enfrentamos actualmente, a sua competitividade externa agravada agora por um contexto internacional menos favorável e por uma dívida pública e privada que consomem uma parte cada vez mais significativa da riqueza produzida pelo país.
Tal como agora os jovens não tinham emprego e no meu caso a situação era agravada pelo estigma de ter tirado a licenciatura do ISEG, os anúncios de empregos excluíam os que se tinham licenciado naquela escola, os senhores da Universidade Católica (por onde andava o Cavaco) e da Nova (onde o Cavaco se baldou até ter tido um processo disciplinar) usavam da sua influência para as empresas empregadoras favorecerem os pupilos da Nova e da Católica. Lembrar-se-iam também de que a causa remota da vinda do FMI foi a decisão de Cavaco Silva de revalorizar o escudo, uma manobra eleitoralista apoiada num falso nacionalismo que retirou a competitividade externa das economias portuguesas, com as consequências que o país conheceu depois.
O mesmo Cavaco que tinha responsabilidades directas no descalabro da economia portuguesa deu depois o golpe ao governo do bloco central quando tudo estava resolvido, governando em tempo de falsas vacas gordas, à custa da adesão à CEE que tinha sido conseguida por Mário Soares, do reequilíbrio das contas externas alcançado num governo liderado pelo mesmo Mário Soares e da imensidão dos fundos comunitários.
Há poucos dias muitos evocaram o papel do falecido Ernâni Lopes na recuperação da economia portuguesa, ninguém se recordou de quem foi o responsável por Portugal ter ido bater à porta do FMI, nesse tempo Cavaco não tinha tempo para alertar em artigos no Expresso para as consequências da sua incompetência.
Outro exemplo da preocupação de Cavaco Silva com a protecção da economia portuguesa e a competitividade das nossas empresas foi-nos dado quando já era primeiro-ministro.
Para reduzir a taxa de inflação não hesitou em eliminar os mecanismos de protecção negociados durante a adesão para o sector agrícola e de um dia para o outro sectores como os cereais, carnes e lácteos deixaram de ter qualquer protecção em relação à forte concorrência dos produtos vindos dos outros estados-membros soçobrando face à competitivade da agricultura europeia.
Cavaco Silva é o pai da conquista de votos a qualquer preço, dos acordos de concertação social à custa de cedências generalizadas, dos negócios lucrativos de acções com cotações fixadas por Oliveira e Costa, da promoção de professores de trabalhos manuais com o 5.º ano a professores com estatuto de licenciados, da possibilidade de os funcionários públicos poderem comprar anos de serviço com base em mentiras o que permitiu a muito boa gente reformar-se com cinquenta anos porque deram explicações quando tinham doze, dos aumentos de pensões de reforma em vésperas de eleições, do agendamentode dezenas de cerimónias de inauguração de obras públicas em vésperas de eleições, de cerimónias do CCB onde se exibiam publicamente os novos militantes do PSD, muitos deles promovidos a chefes depois do competente preenchimento da ficha de militante.
Cavaco Silva é o pai das políticas eleitoralistas sem escrúpulos em que os votos justificam os meios, da invasão do Estado por milhares de boys, do enriquecimento fácil à custa do Estado, é o pai espiritual dos que roubaram mais de 3 mil milhões de euros no BPN que os portugueses terão de pagar com impostos e cortes de vencimentos.
O candidato presidencial Cavaco não previu o futuro do país num artigo que escreveu há sete anos, o agora candidato presidencial escreveu o futuro do país quando foi ministro das Finanças e primeiro-ministro, escreveu gatafunhos na democracia quando o seu pau mandado inventou escutas e está a escrever uma página triste na história dainstituição Presidência da República.
* Quando Miguel Cadilhe disse que Cavaco Silva era o pai do monstro pecou por defeito, o candidato presidencial Cavaco Silva é ele próprio a representação viva do monstro.*

(Enviado por um Amigo)

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Wikileaks revela como é conduzida a política externa dos EUA e mostra que a nação é governada por uma classe política de reduzida inteligência, amedrontada diante de inimigos reais e imaginários.

O mundo, em seu espanto com as revelações dos segredos diplomáticos e militares do governo dos EUA, ainda não avaliou bem as consequências dos fatos. As grandes revoluções ocorrem sem que seus contemporâneos as percebam. Durante certo período, os observadores continuam com as mesmas ideias anteriores. É o que ocorre quando despertamos de um sonho, agradável ou não: levamos alguns segundos para perceber que as sensações não eram reais, que estamos na cama, e não voando sobre montanhas e mares.

Gregório, bispo de Tours (539-594), conta que um alto servidor do Império Romano, enviara de sua província, o filho ao imperador Rômulo Augusto, com uma carta, pedindo-lhe que aceitasse o jovem em sua corte a fim de ali iniciar carreira. Gregório observa que as elites do Império não entendiam que a estrutura do poder de Roma já estava erodida. O poder de Rômulo Augusto durou apenas 11 meses, entre outubro de 475 e setembro de 476, quando foi deposto pelos invasores e terminou o Império Romano do Ocidente. Não obstante as evidências, as elites não percebiam o atropelo da história.

Os sinais da queda do sistema mundial de domínio, sob a hegemonia norte-americana, têm sido evidentes para os observadores que conhecem a mecânica do mundo. O controle internacional das informações e da indústria do entretenimento (fórmula sofisticada de manipulação da realidade e de cooptação mental) deram ao mundo a ideia de que os anglo-saxões são invencíveis e invulneráveis. Não tem sido exatamente assim.

A grande vitória americana sobre a Espanha Colonial, na América e na Oceania, se deu no momento em que Madri se encontrava entregue a um governo débil, sem apoio popular, e com o trono ocupado pela rainha Maria Cristina de Habsburgo, regente do trono em nome do filho, que só receberia o cetro em 1902. A rainha não dispunha de pulso para enfrentar o conflito, que durou só algumas semanas, até a capitulação.

A segunda grande vitória americana, na Primeira Guerra Mundial, foi parecida. Depois de muita hesitação, o presidente Wilson decidiu acudir a Europa. Seus soldados só chegaram ao solo europeu em março de 1917, levaram meses se adestrando e entraram em combate quase no fim do ano (a guerra acabou em outubro de 1918). A Segunda Guerra Mundial foi ganha pelos soviéticos. Os aliados ocidentais esperavam que os alemães vencessem os russos, para negociar uma paz em separado com os nazistas. Só desembarcaram na Normandia em 1944, quando os soviéticos, após fantástica e inesperada resistência, já haviam empurrado os alemães de seu território, e avançavam em direção a Berlim.

Os soviéticos tiveram, entre soldados e civis, quase 20 milhões de mortos na guerra. Os EUA não tiveram de enfrentar, até hoje, uma invasão estrangeira em seu território. Mas no imaginário do mundo, graças ao controle das informações e da indústria do entretenimento, eles eram vistos como invencíveis e invulneráveis.

O grande mérito do Wikileaks, ao revelar como é conduzida a política externa norte-americana, é mostrar que os EUA são governados por uma classe política (na definição dos estudiosos italianos Mosca e Pareto e sua teoria das elites) de reduzida inteligência estratégica e amedrontada diante de seus inimigos, reais ou imaginários. Agora sabemos o que os policy makers norte-americanos pensam dos outros povos e o que pensam de nós, brasileiros.

Quando redigíamos este texto, uma comunicação divulgada pelo Wikileaks mostrava a preocupação norte-americana com a possibilidade de que Brasília fosse atingida por choques de aviões contra seus edifícios públicos. O objetivo é nos obrigar a adotar a legislação antiterrorismo, e criar inimigos onde não os temos. Somos um povo pacífico, de vocação ecumênica, uma maioria cristã que se dá bem com muçulmanos, judeus e budistas. Nessa conduta está nossa segurança.

(Enviado por um Amigo)

Ascensão social: medo e perplexidade


Por toda a parte à direita, existe uma certa perplexidade. Intelectuais debruçam-se sobre a vida, não sem uma ponta de saudosismo em relação ao passado e desprezo pela aparente despolitização da cidadania. O domínio do marketing e a certas influências são apontados como sinais de que a democracia portuguesa está em vésperas de naufragar.
Há mesmo quem exiba a sua saudade dum tempo em que ainda era possível controlar o protgonismo das multidões para negociar, por alto, uma solução política. Foi assim no movimentos dos «Direitos Já!», em que a vozearia das ruas foi instrumentalizada para se buscar a democracia de bastidores.
“Democracia Portuguesa”, obviamente sem notar a ironia contida na escolha da fotografia. Se se tivesse escolhido uma imagem de greve dos metalúrgicos, não seria normal, embora a greve tenha sido o golpe que de facto estremeceu com o antigo regime.
Hoje, pretende-se culpar toda a esquerda de tudo o que há de errado na política portuguesa.
Até se esquecem que a despolitização é herança da cidadania negada, e está explícita não só nos candidatos bizarros, mas também em partidos que não resistem à selecção interna para a escolha dum candidato a presidente. Dedo esticado, como se sabe e vê, é um mal apenas quando praticado por alguém criticável, nunca quando se aponta em hoteis da capital. Politização exige compromisso. A amnésia de alguns estende-se à campanha movida contra as ténues tentativas do governo promover a cidadania política, através de conferências e dum plano nacional dos direitos do homem.

Gasta-se muita tinta para nada, mas gasta-se também muita saliva com o mesmo resultado.
Existe um vazio de ideias, porque a apatia e a ausência de reflexão tomaram conta de tudo e de todos. Inventam-se as crises. E o poeta prega “mudar radicalmente o sistema de representação”. Será que sonha, como só sabem sonhar os poetas, no voto censitário? Outros, do lado, falam de discurso autoritário que dá ênfase à ascensão social. (puseram-se não sei quantos portugueses na classe média…) Outros falam da nossa apatia, sustentada pela classe média pagadora, que se preocupa com problemas como a liberdade de expressão, transparência de Estado e corrupção.
Curiosamente, as pílulas que querem fazer-nos engolir, revelam mais sobre alguns entrevistados do que sobre a população portuguesa, os eleitores e a conjuntura económica de Portugal. Revelam desconhecimento, preguiça intelectual e falta de reflexão que, eles, os entrevistados, preferem atribuir – como sempre – aos outros.

Infelizmente pouca gente se tem dedicado a estudar a erupção da política de milhões de portugueses, como resultado da ascensão social que viveram nos últimos anos. O fenómeno deveria ser alvo de estudo sério. Do ponto de vista ciência política, a miséria é bem grande.
Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz à actual campanha de desacreditação das políticas de esquerda, é um objectivo político; desqualificar antecipadamente os eleitos pelo povo. Para além do golpismo, todavia, está a perplexidade da classe e, a que se localiza na esquina onde se encontram os tais intelectuais de direita. Portugal é um país de extrema concentração de poder, de riqueza e de saber. E o fenómeno que vai influenciar as próximas eleições presidenciais e as legislativas a longo prazo, representa uma ameaça a esta sociedade, em que as ideias políticas, de comportamento e consumo, vertem dos ungidos em direcção às massas. Assistimos, em câmara lenta, a uma revolução nos papeis sociais, que se vai acelerar quando a ascensão económica se combinar com ainteriorização de conhecimento. Perplexos, os que se acreditam manutentores da nossa ordem hierárquica, confundem a sua irrelevância com a definitiva decadência da democracia portuguesa, o que é uma forma elegante de dizer que sentem desprezo pelos pobres.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BdP prevê contracção de 1,3% em 2011 e crescimento de 0,6% em 2012


Instituição aponta para queda substancial da procura interna e crescimento robusto das exportações
O Banco de Portugal (BdP) acredita que a economia portuguesa vai entrar em recessão este ano.
No Boletim Económico de Inverno, a instituição aponta para uma contracção de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB).Para 2012, o banco central prevê já crescimento, mas ligeiro: 0,6%, «num quadro de queda substancial da procura interna e de crescimento robusto das exportações, em linha com a evolução da procura externa».
O BdP explica que «esta evolução é marcada pelo processo de ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos acumulados e, em particular, tem subjacente uma significativa consolidação orçamental».
As exportações portuguesas deverão abrandar o ritmo de crescimento dos 9 por cento em 2010 para 5,9 por cento este ano, acelerando novamente para os 6,1 por cento em 2012, prevê o Banco de Portugal.
O Banco de Portugal reviu em alta a sua previsão para as exportações, para 2010 e 2011, passando de taxas de 7,9 e 4,5% para 9 e 5,9%, respectivamente. Esta é «a componente da procura que continua a apresentar uma dinâmica favorável. Este perfil acompanha a evolução da procura externa, num quadro em que não se antecipam alterações significativas da competitividade externa da economia portuguesa».
O BdP aponta para uma quebra de 1,3% no consumo privado este ano e uma subida de 0,6% em 2012. Já o público, cai 2,7% este ano e 0,5% no ano que vem. O investimento deverá registar quedas de 6,8 e 0,4%. No geral, a procura interna encolhe 3,6% em 2011 e 0,5% em 2012.A inflação prevista para 2011 é de 2,7%, acima dos 2,2% inscritos no OE.A previsão do BdP está próxima da do Fundo Monetário Internacional (FMI), que aponta para uma queda do produto na ordem dos 1,4%. A Comissão Europeia é ligeiramente mais optimista, apontando para uma contracção de 1%.
Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), aponta para uma queda ligeira, de 0,2%.
Nenhuma projecção é tão optimista quanto a do Governo, que continua a não acreditar numa recessão. O executivo mantém a sua previsão de que a economia nacional crescerá 0,2% este ano.
Abrandamento da retoma mundial pode prejudicar Portugal
No entanto, o BdP alerta que estas previsões ainda não têm em conta as últimas medidas anunciadas pelo Governo. «Apenas foram consideradas as medidas aprovadas em termos legais, ou com elevada probabilidade de aprovação, e especificadas com detalhe suficiente.
Neste quadro, a actual projecção não inclui nomeadamente as medidas anunciadas no dia 15 de Dezembro de 2010».
Para além disso, o Banco de Portugal assume na sua projecção que Portugal continuará a recorrer ao financiamento pelo Eurosistema até final do horizonte, «num contexto de persistência de dificuldades de acesso dos bancos portugueses aos mercados de financiamento por grosso».
O BdP avisa que a nova projecção apresenta riscos fortemente descendentes para a actividade económica, decorrentes de uma eventual fragilidade da recuperação da economia mundial, e da necessidade de se realizar um ajustamento dos balanços dos agentes económicos, públicos e privados, mais forte do que o considerado na actual projecção.
Ou seja, se a economia mundial não recuperar como se espera ou se houver a necessidade de um maior ajustamento no Estado, empresas ou consumidores, é provável que a economia se contraia ainda mais.
O Boletim Económico de Inverno tinha embargo até às 13h mas outros órgãos de comunicação publicaram a informação antes da hora e a Agência Financeira decidiu publicar antecipadamente os artigos.

(Portugal Diário – Economia 11/01/2011)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O PREÇO DA GASOLINA


Ouviu-se dizer que o preço da gasolina vai subir até próximo de 1,70 euros o litro até ao Verão.

Querem que o preço da gasolina baixe?

É POSSÍVEL!

Temos que agir agora e inteligentemente.

O ano passado algumas propostas foram avançadas em França:

“Não comprem gasolina a determinado dia da semana”, por exemplo!

As companhias petrolíferas riram-se, pois sabiam que a gasolina que não comprariam na 2ª Feira seria comprada na 3ª feira.

Em França, alguém pensou num plano que pode funcionar e que está em prática lá, mas que nós podemos praticá-lo também cá.

SE NÓS QUISERMOS VERDADEIRAMENTE!

Cabe-nos a nós colocá-lo em acção!

A gasolina vende-se actualmente a 1,4 € o litro, para a 98.

Lembram-se quando fizeram subir a gasolina para perto de um euro? Diziam que havia falta de petróleo.

De facto, já não há falta de petróleo, é hoje mais abundante que há 35 anos, quando o preço do litro era de 0,20 €.

Devemos agir agressivamente e mostrar-lhes que são os compradores que controlam a bolsa e não as petrolíferas.

A única maneira de vermos o preço da gasolina baixar é tocar-lhes onde mais lhes dóis: as suas carteiras !

E NÓS PODEMOS FAZÊ-LO !

Como?

Como todos temos necessidade de nos deslocarmos com os nossos automóveis, não podemos, evidentemente, privar-nos da gasolina. Mas podemos ter um impacto importante no seu preço…

SE AGIRMOS EM CONJUNTO

Para desencadear uma

GUERRA AOS PREÇOS !!!

Propõe-se esta ideia: durante o resto do ano

NÃO COMPRAMOS GASOLINA

Nas duas maiores companhias,

BP e GALP !

Pensem um instante!

Se as duas maiores petrolíferas não venderem nada, devem, inevitavelmente, baixar os seus preços e isso desencadeia, imediatamente, a guerra dos preços desejada.

Mas, para obtermos o impacto desejado, devemos chegar a milhões de compradores da GALP e BP.

Como devemos proceder?

Fazendo chegar esta mensagem a todos os amigos, que a farão chegar a outros amigos… e assim sucessivamente…

Assim, muitos milhões de pessoas farão guerra às petrolíferas já nos próximos dias!

Crêem verdadeiramente que elas têm escolha?

SIM, NÓS PODEMOS GANHAR !

MAS…

É absolutamente INDISPENSÁVEL continuarmos a comprar a nossa gasolina em qualquer outro posto que NÃO na GALP e BP.

Até atingirmos o nosso objectivo e,

SOBRETUDO FAZER COM QUE ESTA MENSAGEM SEJA LIDA POR TODOS !!!

(Enviado por um Amigo)

Desrespeito pelos eleitores portugueses



Meu caro Pedro Passos Coelho

Como te contei ontem por mail, fui insultado por um boy do PSD, Luís Manuel Rodrigues.

Nunca me convenci que no seio do PSD alguns dos seus militantes fossem de tão baixa educação.

Agora, foi o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, outro oportunista que se governou e governa naquele cargo, que insultou todos os portugueses ao proferir a fraze "os cães ladram e a caravana passa".

Esta é a mais baixa educação demonstrada por quem tem um elevado cargo autárquico e uma grande falta de respeito a quem o elegeu.

Deve pedir imediata e publicamente desculpa aos portugueses.

Chama-o à razão e diz-lhe que deve ser comedido nas palavras.

(Enviado por um Amigo)

domingo, 9 de janeiro de 2011

CAPITALISMO IDEAL


Você tem duas vacas. Vendeuma e compra um touro. Elesse multiplicam, e a economiacresce. Você vende o rebanhoe aposenta-se... rico!

CAPITALISMO AMERICANO

Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzirleite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre.
CAPITALISMO FRANCÊS

Você tem duas vacas. Entraem greve porque quer três.

CAPITALISMO CANADIANO

Você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem.Você acusa o protecionismo português e adopta medidas protecionistas para ter astrês vacas do capitalismofrancês.

CAPITALISMO JAPONÊS


Você tem duas vacas, né?Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
CAPITALISMO ITALIANO

Você tem duas vacas. Uma delas é sua mãe, a outra é sua sogra, maledetto!!!

CAPITALISMO BRITÂNICO

Você tem duas vacas. As duas são loucas

CAPITALISMO HOLANDÊS

Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostamde touros e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas. Elas produzem leite pontual eregularmente, segundo padrões de quantidade, horário estudado, elaboradoe previamente estabelecido,de forma precisa e lucrativa.Mas o que você queria mesmo era criar porcos

CAPITALISMO RUSSO

Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta denovo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.

CAPITALISMO SUÍÇO

Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.

CAPITALISMO ESPANHOL

Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO PORTUGUÊS

Você tem duas vacas... E reclama porque seu rebanho não cresce...

CAPITALISMO CHINÊS

Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba muito de ter pleno emprego e uma alta produtividade. E prende oativista que divulgou osnúmeros.

CAPITALISMO HINDU

Você tem duas vacas. Ai, de quem tocar nelas.

CAPITALISMO ARGENTINO

Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas a mugirem em inglês... As vacas morrem. Vocêentrega a carne delas para o churrasco de fim de ano ao FMI.

CAPITALISMO BRASILEIRO

Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governocria a CCPV - Contribuição Compulsória pela posse de Vaca. Um fiscal vem e lheautua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dadostambém presumidos do seuconsumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas e, para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo...

(Enviado por um Amigo)

sábado, 8 de janeiro de 2011

AO CAIR DA NOITE...


Embora ainda cedo, o fim da tarde traz-nos as trevas e leio num jornal francês que a Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, rendeu homenagem ao trabalho “doloroso mas necessário”, do tribunal de Phnom Pen sem, todavia, provocar o governo do Cambodja, que se opõe a um terceiro processo dos altos responsáveis Khmers Vermelhos, recentemente designados por “Camisas Vermelhas”.
O tribunal, apadrinhado pela ONU, “persegue em justiça certas pessoas, centenas delas, que causaram tantos sofrimentos (…). O trabalho é doloroso mas necessário para manter a paz duradoura, declarou Hillary Clinton perante os jovens cambodjanos.
“Os países prisioneiros do seu passado não rompem jamais as correntes, para construir o futuro que os seus filhos merecem”, disse, afirmando-se muito orgulhosa de ver, desde o início, a vontade (do Cambodja) de fazer face a esse passado, com coragem e honestidade.
À volta de dois milhões de pessoas, um quarto da população do país na época, morreram sob a tortura, de esgotamento ou má-nutrição, antes que o regime dos Khmers Vermelhos (1975-79) fosse derrubado pelas forças vietnamitas. O “irmão número um”, Pol Pot, morreu em 1998.
No termo do seu primeiro processo, o tribunal condenou, em Julho, a trinta anos de prisão, (Douch), ex-chefe da prisão de Tuol Sleng, onde foram torturados cerca de 15 mil pessoas antes de serem executadas.
No mês passado, quatro outros antigos altos responsáveis pelo regime no seu perfil mais político, entre eles o “irmão número dois”, Nuon Chea, foram levados a tribunal por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Mas, o primeiro-ministro Hun Sem, ele próprio quadro intermediário dos Khmers Vermelhos antes de fazer defecção, declarou na semana passada que “um terceiro caso não seria autorizado”, aquando da visita do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Uma alusão directa a inquéritos que visam cinco indivíduos cuja identidade não foi revelada.
Na passada segunda-feira, o ministro cambodkano dos Negócios Estrangeiros, Hor Namhong repetiu que um “terceiro processo poria em perigo a paz e a estabilidade do Cambodja” e que essa instabilidade seria um “obstáculo ao desenvolvimento” do país.
A comunidade internacional deve “consultar-se rigorosamente”, o governo deverá debruçar-se sobre este dossier, disse Hillary Clinton, julgando que a “prioridade” estava no segundo processo, esperado no primeiro semestre de 2011 e cujo financiamento deverá ser encerrado.
“Estamos totalmente de acordo com o governo sobre o facto de que o segundo processo deve começar tão depressa quanto possível”.
Washington prometeu uma ajuda de cinco milhões de dólares ao tribunal, cujo principal dador internacional é o Japão.
Hillary Clinton, que deveria encontrar-se com Hun Sem, devia igualmente “sublinhar a importância duma oposição credível e o respeito pelos direitos do Homem”, no país…
Este mundo anda completamente louco!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

actualidades

 europa – em Julho próximo, faz já um ano desde que dei início a esta cruzada pela verdade da ponte da arrábida. este embate e esta dedicação, o processo obstinado que implicou e a perseverança incómoda que exigiu, aborreceu por demais, mas elucidou muito boa gente ! hoje sabemos que a grosseira adulteração da obra-prima do engº edgar cardoso, a menosprezada e maltratada ponte da arrábida, património e propriedade da cidade do porto, é da ambígua e complexa responsabilidade da ep, estradas de portugal, do inir, instituto das infra-estruturas rodoviárias, da aedl, auto-estradas do douro litoral, e que estas várias instituições estão subordinadas e sedeadas no gigantesco edifício brisa !
na minha opinião tudo começou, pela necessidade periódica de manutenção, com o trepar da ponte por parte de um quadro temerário da ep, “é pá... e agora, para descer...” o desenho gestual da ponte, representa por si só, um amplo obstáculo desencorajador ! por sugestão de um primeiro servente, surgiu a ideia da colagem de escadas de serviço em ambos os arcos da ponte ! o isco pegou, mas cedo se aperceberam no bico de obra em que se haviam metido, pois a curvatura dos arcos elípticos não permitiram a
implantação de dois degraus iguais, ou no cobertor ou no espelho de centenas de degraus, o remendo tornou-se uma constante, mas lá foi feito ! “mas agora não tenho onde me apoiar...” a colocação das centenas de metros de alvos corrimões já foi um raciocínio decorrente do primeiro ! e a estulta bola de neve não parou de avolumar ! “mas então os tipos podem subir por aqui...” o que levou à colocação de guardas de ferro e arame nos dois arranques laterais e na chegada às escarpas dos arcos da ponte ! finalmente, como o arame das guardas cedo cedeu ao convite que os degraus agora proporcionam, depois do alarido que tenho feito, o ferro foi substituído por um muro com mais de três metros de altura, depositado entre as duas torres elevatórias de cada ala da ponte e munido com uma porta em ferro de duas folhas ! “e mais vale prevenir do que remediar...” no cimo da parede, o topo do muro, o infeliz, foi ornamentado por um rude rodopio de arame farpado minuciosamente pousado no branco !

trata-se de uma usurpação da propriedade e do património cultural e artístico portuense, não pode passar em claro, pois, para além de ser um atentado à soberania da cidade do porto, representa de facto uma prepotente e abusiva ofensa a todos munícipes portuenses !
quem fez isto não vai ser lembrado por nada, quem o vai ser são os dois autarcas de então, de agora, que distraída e levianamente o permitiram !!! mas ainda têm, até ao final do terceiro mandato, enfim, para o concluir !!!
que diabo, isto devia ter ido, no mínimo, a assembleia municipal, tem que ficar em acta camarária, deve ser revista pelo património e pelo urbanismo, quem a podia aprovar ou rejeitar, mas não foi assim,,, pois não ?!
aos arquitectos pode-se desculpar a inveja por perplexa, perante a perfeição, o arrojo e a singeleza, a escala e a monumentalidade, a coragem e o soberbo da obra ! mas aos engenheiros não se deve inocentar nem o silêncio nem o alheamento ao reconhecimento de um insulto à sua classe profissional ! o desrespeito pela obra de um dos seus, o primus inter pares !
por mim, como português, sinto-me envergonhado pelo isolamento deste meu acto !


lélio m p o

actualidades

 europa – AO EXCELENTISSIMO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA CIDADE DE VILA NOVA DE GAIA, DOUTOR FILIPE MENEZES (espero que receba esta carta, pois vou enviá-la por vários processos)

Caro Presidente,
Como munícipe da Cidade do Porto, sou um atento admirador do seu trabalho na Autarquia de Vila Nova de Gaia.
Lamento dirigir-me a Vossa Excelência pelas dadas razões :
Apesar dos meus recentes quarenta e oito anos de idade, é meu costume visitar a sua bonita Cidade, em exercício lúdico, no meu trajecto de bicicleta até Espinho.
A minha formação profissional, levou-me também a apreciar de perto a excepcional carreira do Engenheiro Edgar Cardoso.
A Ponte da Arrábida, de sua autoria, concluída em mil novecentos e sessenta e três, é a primeira anfitriã, para quem se aproxima de Poente, pelo vale do Rio Douro.
Hoje, no meu habitual passeio em duas rodas, deparei com uma grade ou parapeito, no interior do arco sul (só do lado de Gaia) da obra mais emblemática da construção em betão armado, projectada pelo Mestre Edgar Cardoso.
A Ponte da Arrábida, principiada em mil novecentos e cinquenta e sete, foi desenhada, construída e amada durante mais de meio século pela singeleza e na beleza que a caracterizam, sem qualquer apêndice artificial de quem, com o argumento de que "não se vê lá de baixo", ou "mal se vê lá de cima" não tem a arte nem a humildade de respeitar uma obra prima intocável.
A acessibilidade para a manutenção da Ponte é pontual e prevenida por todos processos de segurança necessários. Manter essa seguridade como definitiva, só propiciará o acesso furtivo, a colocação de cartazes e de graffitis (já lá estão) e incentivará os acidentes aos incautos, que assim pensem que já é seguro lá subir !
Senhor Presidente, na inconsciência da minha adolescência, subi e desci (o difícil é descer) várias vezes o arco Norte da nossa Ponte da Arrábida !
Se for necessário, volto a fazê-lo, só, e prometo que, se não as retira, devolvendo a verdade à obra, ainda lhe pinto as grades de um expressivo e vistoso vermelho !

Revoltadamente triste,

lélio magalhães pinto de oliveira

lélio m p o

actualidades

 ficção (mas pouco) _ “crocábida”
a crocodila da arrábida

distraído a ber os tomóveis e os biões, nem reparou que lhe soltaram um crocodilo no rio douro ! ali para os lados da arrábida ! acaba por ser a “bota”, a gaivota, que ao pousar-lhe na cabeça e ao defecar-lhe no fato, por fim o desperta para a realidade ! o “cr3” da invicta, o cidadão residente rr, quando alertado da presença do estranho ser, corajoso, não hesitou, entrou no douro, e foi ao seu encontro ! a dita “croca”, a crocábida, ou a crocodila da arrábida, é bem visível, quando na maré vasa, se espreguiça rebolona, a apanhar banhos de sol na lama da margem do rio !

cr3 _ “...xôe... xôe !!! sossega, bichaninha...”
ooo(foge... que bichanonha !!!)ooo
“soue eue... o residente da cãibra municipal...!!! quem te abandonoue ?!”
ooo(num bejo a coleira !)ooo
“onde estáe o teue dono ?!... diz lá lagartinha...”
Croca _ ooo(huummm...!!!)ooo

cogita o enorme réptil, admirado ! e a bota também !

cr3 _ “upa, upa, bamos dare uma boltinha ?... lebas-me às cabalitas ?...”
ooo(xie... que molengona...! e eue que gosto de acelerare...!)ooo

sem se intimidar com o perigo iminente, lá conseguiu subir para o dorso do surpreendido animal !

cr3 _ “upa... upa !!! bamos lá dar a boltinha ?!”
ooo(mas... ela não sai daquie !!!)ooo
“para baixo, isso ! num bires...”
ooo(porra... anda às boltas !)ooo
“afinal quem ée o teue dono ?!...”
Croca _ ooo(??!!!...)ooo
“rhuummrr !!!...”
cr3 _ “andas para cima e para baixo !!!”
ooo(?!... ela num saie d’ó pée da ponte do dgardoso !!!)ooo

decidido, o residente tripeiro salta de novo para as perigosas águas do douro, enfia a cabeça nas mandíbulas da crocodila, e questiona-a destemido ! a bota observa !

cr3 _ “bamos láe... diz láe quem ée o teue dono... diz-me baixinho... diz-me aoe oubido !”
Croca _ ooo(fecho ?!...)ooo
“é pê ! ée... pêe !”

Jurássicamente, mas finalmente respondeu !

cr3 _ “queim ?!... a ée pêe ! as escadas de portugal ?! mas esses gajos sãoe lá de baixo... do alendouro ! tás muito longe de casa !”

as revelações da croca revoltam o residente da cãibra !

cr3 _ “a ée pêe... as escadas de portugal ! “
“o inir... o insulto infra rodobiário !”
“a aedl... as auto escadas do douro litoral !”
“tantos donos... sopra cáe uma... brisa...!!!”

começa então a aperceber-se... e bracejando furioso, desata a vociferar !

cr3 _ “ó flip !... ó flip !... bem cáe baixo !...”

o “flip”, o cidadão residente da vizinha gaia, cedo acorre ao chamado do seu pouco amigo mas colega autraca ! a bota, a gaivota, vem à frente, a boiar num capacete laranja !

cr3 _ “ó flip !... toue aquie...”
flip _ “jáe boue residente...”
ooo(no meio do rio... tá doido !)ooo
cr3 _ “o que é que trazes aí contigo ?!...”
flip _ “sãoe dois leitões... ée para dare de comere à crocodila !”
cr3 _ “leitões ?!... tchh...”
ooo(o maluco quere fazere criaçãoe de crocodilos ?!!!)ooo

a bota, aflita, com o capacete laranja no bico, voa rápido e esquiva-se de um enorme salto da croca ! inquieto, o flip ampara os dois pequenos suínos nos braços !

cr3 _ “ó bota... dáe o chapéu aoe flip...”
flip _ “num faz male...”
cr3 _ “bens com dois leitões ?!!!”
flip _ “ó residente... antes eles que nós !!!”
cr3 _ “hum... jáe sabias da crocodila ?!”
flip _ “jáe... o zélio contou-me !”
cr3 _ “o zelo... quem ée o zelo ?!”
flip _ “num seie... acho que ée um ciclista !”
cr3 _ “bom, bamos a cascais debolber a lagartona à dona !”

... e não é que vão mesmo ! todos !!!


lélio m p o

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cochilando na igreja

Os pais levam o filho de oito anos e a irmãzinha de 7 para a igreja.
Eles sentam na primeira fila para que o menino possa apreciar bem a missa.Mas meninos de oito anos não costumam gostar de igreja, principalmente esse.
Ele adormece no meio do sermão. O padre nota isso e decide dar-lhe um susto, fazendo uma pergunta direta para ele:
- E você, meu menino, diga quem foi que criou o céu e a terra ?A irmã do guri espeta um alfinete na bunda do menino que acorda de sobressalto e grita:
- Meu Deus!
- Muito bem, meu filho - diz o padre.Afinal, não esta errado....
O pessoal que está por perto, olha para o menino...
Mas daí a pouco o menino volta a dormir,e o padre vê que precisa acordá-lo outra vez.. Então ele pergunta:
- E me responda agora, quem foi o filho de Maria e José?A menina volta a enfiar um alfinete na bunda do menino, que acorda e diz alto:
- Jesus!
O padre percebe o que aconteceu, mas não pode dizer nada. O povo presta ainda mais atenção no menino... A resposta está correta !!!
Mas logo depois o menino cochila novamente e o padre pergunta:
- O que disse Eva para Adão quando eles acordaram após a primeira noite juntos ?Mas antes que a irmãzinha pudesse dar-lhe outra alfinetada, o menino berra:
- SE VOCÊ ENFIAR ESSE NEGÓCIO NA MINHA BUNDA DE NOVO EU TE ARREBENTO!!

O padre desmaia no altar!

(Enviado por um Amigo)

Curtas Portuguesas


1. Como identificar um estudante português burro?Ele copia tudo o que a professora escreve no quadro e quando ela apaga oquadro, ele apaga tudo no caderno também.
2. Como identificar um estudante português inteligente?Ele não copia nada no caderno porque já sabe que a professora vai apagar mesmo.
3. Como português faz leite em pó?Congela o leite e depois rala.
4. Como você descobre que a padaria do português foi informatizada?Ele usa um rato atrás da orelha.
5. O que fazem 17 portugueses na frente do cinema?Esperam mais um português, pois o filme é proibido para menos de 18.
6. O que tem escrito na sola do sapato do Português?'Este lado para baixo'.
7. Por que o carro elétrico não deu certo em Portugal? Porque nos primeiros cem metros a tomada soltava-se.
8. Por que o Joaquim não molha a cabeça antes de passar o xampô?Porque ele usa xampô para cabelo seco...
9. Por que o Manuel guarda uma garrafa vazia no frigorífico? Porque sempre aparece alguém que não bebe nada na casa dele.
10.. Por que o Manuel só usa roupa molhada?Porque na etiqueta vem escrito: 'lave antes de usar'.
11. Por que o português assiste a uma comédia na última cadeira do cinema?Porque quem ri por último, ri melhor..
12. Por que o português coloca pastel dentro do leite?Porque ouviu dizer que é melhor o leite 'pastelrizado'.
13. Por que o português levou uma escada para o restaurante?Para comer peixe na telha..
14. Por que o português não anda de autocarro?Porque está escrito: 'Mantenha distância'.
15. Por que o português não toma banho na primavera e no outono?Porque o chuveiro dele só tem a chave Inverno/Verão.
16. Por que os portugueses deixam a televisão ligada o dia inteiro nos fins de semana?Para quando for segunda-feira eles assistirem à 'tela quente'.
17... Por que os portugueses não fecham a porta quando vão ao quarto de banho?Para não olharem pelo buraco da fechadura..
18. Porque os portugueses não usam queijo ralado no macarrão parafuso?Farinha de rosca combina mais.
19. Qual a diferença do vinho português para os outros vinhos europeus?Embaixo da garrafa vem escrito: 'a rolha é do outro lado.'
20. Um clube pegou fogo em Portugal.. Morreram todos carbonizados. Sabe por quê?Não deixaram os bombeiros entrar porque eles não eram sócios.

(Enviado por um Amigo)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Suspeitos de afundarem finanças islandesas começam a ser detidos


CONSTRUAM-SE CADEIAS PARA A CORJA E CONFISQUEM-LHE TODOS OS BENS
A ESSES GATUNOS...

Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa.
Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.
A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita.

E cá em Portugal como é que vai ser??
Por uma questão "metodológica" conviria que fosse apurado e divulgado o défice pú- blico, ano a ano, des- de 1973 inclusivé, o que nos permitiria sa- ber claramente com quanto contribuiram os sucessivos respon- sáveis para a situação a que chegámos... O Tribunal de Contas não deve ter dificuldade em fazê-lo.
A CORJA PRÁ CADEIA!
ABAIXO A GATUNAGEM!
(Enviado por um Amigo)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

COITADOS DOS NOSSOS FILHOS ! QUE SERA DOS NETOS !!!...



Triste realidade

Uma análise da evolução da relação homem - mulher, através das músicas que marcaram época.
Vejam como os quarentões e cinquentões de hoje tratavam seus amores de ontem. -------------------------------------------------
Década de 30: Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta: "Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada. És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."---------------------------------------------------------
Década de 40: Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e, manda oferecer a ela uma linda música: "A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar" -----------------------------------------------------------------------
Década de 50:Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa: " Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema. É a coisa mais linda que eu já vi passar." ---------------------------------------------------------
Década de 60: Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme: "Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...." ---------------------------------------------------------
Década de 70: Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas: "Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar.... Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...." ---------------------------------------------------------
Década de 80: Ele telefona pra ela e deixa rolar um: "Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...." --------------------------------------------------------
Década de 90: Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica: "Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar. E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?" ---------------------------------------------------------
Em 2001: Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail: "Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão! Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão! Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"! --------------------------------------------------------
Em 2002: Ele manda um e-mail oferecendo uma música: "Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu! As preparadas! Hu Hu Hu Hu! As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"---------------------------------------------------------
Em 2003: Ele oferece uma música no baile: "Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó! ---------------------------------------------------------
Em 2004: Ele a chama p/ dançar no meio da pista: "Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas! Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"--------------------------------------------------------
Em 2005: Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio: "Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"--------------------------------------------------------- Em 2006: Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país: "Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!! Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!" ----------------------------------------------------------
Em 2010: Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:" Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.Pra que você quer saber? Eu sou o lobo mau, au, au Eu sou o lobo mau, au, au E o que você vai fazer? Vou te com... vou te com..., vou te com..., Vou te com..., vou te com..., vou te com..., Vou te com..., vou te com..., vou te com..."
ONDE FOI QUE NÓS ERRAMOS? SERÁ QUE AINDA É POSSÍVEL PIORAR?

(Enviado por um Amigo)

«A sopa dos pobres…»

Era costume, antigamente, dar uma tigela de sopa aos pobres que circulavam pelas aldeias, vilas ou cidades do país. Havia também, nas cidades, os Albergues de Mendicidade. Era necessário retirar das ruas essa “praga”, para que não transfigurassem a paisagem e se pensasse que os portugueses viviam todos bem, sabendo-se que se tratava duma rotunda mentira.
Vi há dias, num canal televisivo de língua francesa que, dado o enorme número de tuberculosos que afecta o país, se viram obrigados a reactivar diversos sanatórios, uma vez que só na região de Paris, anualmente surgem quatrocentos mil novos casos de doença, considerada da pobreza, contando com muitos imigrantes.
Em Portugal e noutros países, prefere-se manter as aparências e também fechados os sanatórios, permitindo que os doentes possam transmitir a mazela a outras pessoas, sobretudo nos bairros sociais, transportes públicos, etc…
Por outro lado, como Portugal é considerado um país evoluído – valham-nos Deus e as Santas Almas – nada ou muito pouco se faz quanto à tuberculose, obrigando-se os afectados a deslocar-se diariamente, chova ou neve, aos dispensários para receberem a medicação do dia para tentar combater a doença.
Mas, eis senão que.., algumas autarquias tiveram um “flash” e se lembraram de fornecer uma refeição diária às crianças nas escolas, o que me leva a perguntar a mim próprio donde terá surgido ideia tão luminosa e brilhante?, porque a «crise» que a todos afecta é tão grande que obriga a que se retroceda mais de meio século no ponto de vista social, sobretudo no que se refere aos cuidados a dispensar às pessoas mais pobres e vulneráveis.
Mas, para quê mandar abrir as cantinas escolares se, com um simples protocolo muitos ATL/IPSS, que se mantêm abertos durante as férias e podem, a um preço justo e conversado fornecer a tal refeição diária às crianças? E quanto aos velhos ou mais velhos, que nada têm? Não merecem ser contemplados? Tudo bem! Foi apenas uma pergunta..!
Não gostaria de ver Portugal recuar, como está a acontecer. Sei que será difícil fazer-me ouvir, e sei também que apenas certas cabeças são bem pensantes e que, haja o que houver, levarão por diante aquilo que já desenharam.
Não se deve brincar nem com a doença nem com a dignidade das pessoas, sobretudo as mais desfavorecidas, como preferem se diga, porque são pessoas, seres humanos e com todos os direitos inscritos na Magna Carta dos Direitos Humanos.
Afirma-se que Portugal faz parte dos países desenvolvidos, mas quer-me parecer que dizem isso só para ficarem bem na fotografia, porque há cerca de três milhões de pessoas, de cidadãos que passam fome diariamente e se vão degradando física e psicologicamente, o que parece indicar viverem abaixo do limiar da pobreza.
Noutros tempos diziam-nos: «Portugal pode ser um país rico e próspero se os portugueses quiserem!» Os portugueses queriam, mas a esmagadora maioria nunca conheceu nem uma coisa nem a outra. E hoje, passa-se o mesmo, para não dizer pior, porque alguns, sempre os mesmos, devido à sua cupidez nos conduziram ao beco sem saída em que nos encontramos. E se não acham que tenho razão, permitam-me apenas saudar efusivamente com um «Viva a República», o país e o povo de Portugal.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

QUEM TEM BOAS CUNHAS NÃO MORRE SEM EMPREGO...


É este o país que temos. . .
Jorge Sampaio e Filhotes...
Soube-se a dia 27 de Agosto, pelo Público, que a jovem e distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 val) com uma carreira de 'dezenas de anos e larga experiência' foi contratada como assessora pelo membro do Governo, Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....
Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.
O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas que também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades. Nada!
Juro pela saúde do Sr. Engenheiro Sócrates.Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.

Já agora, como se devem recordar, ainda relativamente a esta família,soube-se há tempos que o filhote, depois de se ter formado, foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá 'toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá também 'toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
O papá para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos demilhares de euros nossos na remodelação do um palacete ali para os lados da Ajuda, onde instalará um gabinete, vai ser transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e onde certamente, para não fugir ao lema familiar, porá, de novo, toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Agora, foi nomeado Administrador da Gulbenkian...
Tudo isto, por mero acaso, se passa num sítio mal frequentado que se chama PORTUGAL, onde um milhão e duzentas mil pessoas vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês.Parece mentira, não parece ?
ESTE É MAIS UM CASO, ENTRE MUITOS, REVELADOS E DIVULGADOS ATRAVÉS DA INTERNET,PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS, ESTÃO BEM CONTROLADAS POR FORÇAS OCULTAS....