E lá vão dois

Agradeço a todos a participação e observação neste blog, mas tal como o antecessor, pifou....
mas, poderão continuar a seguir-nos em
«Curiosa Lusitânia», pelo menos até que lhe aconteça o mesmo..., altura em que novo blog nascerá.
Até lá... e obrigado pela companhia...

José Cândido Menezes

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Senhor Cavaco Silva


Seguindo os passos do seu antigo ministro Santana Lopes que quiz impor a lei da rolha no PSD. disse o senhor que os portugueses devem estar calados e não atacarem os donos da Europa (Sarcozy e Angela Merkel).

Da frase que proferiu, só posso chegar a uma conclusão!!!
Vai ser eleito presidente da república um ditador que nunca escondeu a simpatia que tinha por Salazar e qual servo da gleba, quer prestar vassalagem à mulher que quer ressarcir a Alemanha pela derrota que os europeus lhe infligiram nas duas guerras mundiais.

No debate que teve ontem com Manuel Alegre disse que este tem andado a mentir aos portuguese e se forem ao site da presidência da República estão lá todos os seus rendimentos.
Estarão lá todos?

O senhor é um poço de virtudes pela negativa.

Diz também que é o único candidato melhor preparado para exerer o cargo pela experiência política que tem.
Que benefícios tem os portugueses da sua experiência se o senhor apenas jurou cumprir e fazer cumprir a constituição e não governar?
E agora é justo que esteja a receber a reforma de professor, primeiro ministro e presidente da república?

É um salafrário que enquanto primeiro ministro distribuiu cargos e benesses por toda a camarilha que o tem acompanhado e roubado (Oliveira Dias, Dias Loureiro) e não contente com o que já tem, quer chular mais cinco anos os portugueses.
Faça-nos um favor e abandone o cargo. o senhor já está caquético de mais para tomar conta dos seus netos.

Como filho ou genro não confiaria os meus filhos à sua guarda.

(Enviado por um Amigo)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Crise: Indignação por aquilo que se passa neste país

"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.
Acabou o recreio!
Se todos vocês reencaminharem como eu faço, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".Orçamento do Estado
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta.

Não ouvi foi nenhum governante falar em:. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados.

. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações,tudo à custa do pagode.

. Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.

. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc…

. Redução drástica das Juntas de Freguesia.

. Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia.

. Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades.

. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias, e até os filhos das amantes.... Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...

. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DA COISA PÚBLICA...

. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCEPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

. Acabar com a internet nas repartições públicas (Câmaras, Hospitais e demais locais de trabalho), acesso só em local próprio e por requisição, ficando sob controlo e registado o que o funcionário fez.
Se quiserem andar no Facebook, MSN, Google, etc., façam-no em casa e a expensas próprias que não ás custas do contribuinte.

. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar…

. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam.

. E por aí fora. Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado .

. Já estamos cansados, fica assim.
. Expliquem porque o Presidente da Assembleia da República tem ao
seu dispor dois automóveis (de serviço). Deve ser um para a "pasta" e
outro para a "lancheira".

ACRESCENTE AQUI O QUE SABE DE DESVIOS A UMA BOA GESTÃO DA COISA PÚBLICA E OS CASOS DE CORRUPÇÃO QUE EM GERAL OU NO PARTICULAR CONHEÇA E DIFUNDA...

Isto não pode parar. Nós contribuintes pagamos tudo. E só temos culpa porque somos frouxos, passivos, indolentes.
Aqui vai uma sugestão:

- criação ao nível das juntas de freguesia de brigadas de limpeza florestal constituidas por beneficiários do rendimento mínimo e/ou desempregados. As brigadas seriam remuneradas,(a descontar no respectivo subsídio), em função da produtividade alcançada. Ás brigadas seriam disponibilizados todos os equipamentos necessários de limpeza florestal, bem como equipamento para produção de biomassa que até poderia ser transformada em "pellets" (p.ex. para alimentação de caldeiras) que seriam vendidas.
Para quem, como eu, vê as toneladas e toneladas de biomassa importadas pelo nosso país e descarregadas em Leixões, isto faz sentido! Preveniam-se os incêndios, combatia-se o desperdício com subsídios, gerava-se riqueza ao nivel das juntas de freguesia, substituiam-se importações e contribuia-se para o dinamismo da fileira florestal que é tão importante para o nosso país. Penso que o investimento se recuperaria rapidamente.

José Sarmento , Porto 6 de Dezembro de 2010

(Enviado por um Amigo)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

As Melhores do Joãozinho

«Não aconselhadas a Menores de 98 anos…»
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A professora pergunta para Joãozinho: - Qual será sua profissão Joãozinho? - Vou ser Engenheiro! - O que o Engenheiro faz? - Bebe cerveja, anda de moto e come a mulherada... - Joãozinho! Vá agora mesmo para diretoria! Depois de um bate-papo com a diretora Joãozinho vai para casa e sua mãe pergunta: - Porque chegou mais cedo meu filho? - Porque eu falei que vou ser Engenheiro.. .. - O que o Engenheiro faz? Bebe cerveja, anda de moto e come a mulherada... - Joãozinho! Vá para o quarto agora! Joãozinho fica de castigo, pensa, pensa e volta para falar com a mãe. - Mãe..... então vou ser Engenheiro Júnior! - O que o Engenheiro Júnior faz? - Toma guaraná, anda de bicicleta, e bate punheta! ___________ _________ _________ _________ _________ _________

Essa é ótima!

A professora pergunta aos seus alunos: Se existem 5 passarinhos num ramo e você atira e mata um, quantos sobram? Nenhum! - Responde Joãozinho - todos saem voando com o barulho do tiro. A professora fica surpresa com a resposta: Não era essa a resposta que eu esperava, mas gosto do seu jeito de pensar. Eu posso fazer uma pergunta para a senhora? Pediu Joãozinho. Pode, Joãozinho. Existem 3 mulheres sentadas num banco tomando sorvete.. Uma está lambendo, outra está chupando e a terceira está mordendo. Qual delas é a casada? A professora fica vermelha, mas responde, timidamente: A que está chupando.. Não, a casada é a que tem a aliança no dedo, mas eu também gosto do seu jeito de pensar ------------ --------- --------- --------- --------- --------- -----
Na escola, a professora falava dos animais:

Para que serve a ovelha, Marcinha? Para nos dar a lã, professora.. .

E para que serve a galinha, Marquinho? Para nos dar os ovos...

E para que serve a vaca, Joãozinho? Para nos passar os trabalhos de casa... ------------ --------- --------- --------- --------- --------- ---------
Como trabalho de casa a professora pede para os alunos fazerem uma rima.

No dia seguinte...

Diga a sua rima Joãozinho:

Lá vem o canguru com uma flor no cu..... A professora indignada pede para ele refazer.

No final da aula...

Diga novamente a sua rima Joãozinho. Lá vem o canguru com uma flor na bochecha porque no cu a professora não deixa.
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A professora pergunta ao Joãozinho: Quantos ovos uma galinha põe por dia? Não sei, professora.. E com ironia ela diz: Apanhei-te. Ele também faz uma pergunta: Professora, quantas tetas tem uma porca? Não sei. Viu, você me pega pelos ovos, eu te pego pelas tetas!!! ------------ --------- --------- --------- --------- --------- ---------
A professora fala para o Joãozinho: Joãozinho, qual o tempo verbal da frase: ' Isso não podia ter acontecido ' ? Preservativo imperfeito, professora! ------------ --------- --------- --------- --------- --------- --------
A professora escorrega e leva o maior tombo na sala de aula. Na queda, o seu vestido sobe até a cabeça. Levanta-se imediatamente, puta da vida, ajeita-se, e interroga os alunos: Luisinho, o que você viu? Seus joelhos, professora. Uma semana de suspensão! E você Carlinhos? Suas coxas, professora. Um mês de suspensão. E você Joãozinho? Joãozinho pega nos cadernos e vai logo saindo da sala: Bom, galera, até o ano que vem... ------------ --------- --------- --------- --------- --------- ------
É época dos exames finais e a professora mandou que os seus brilhantes alunos escrevessem uma redação, onde fossem tratados os seguintes temas: 1- Monarquia 2 - Sexo 3 - Religião 4 - Mistério Joãozinho levanta a mão e diz que terminou. A professora sem acreditar pede que leia a sua redação. Ele se levanta, pega na folha de papel, coça a garganta e diz: ' Mandaram a Rainha Tomar no Cu. Meu Deus! Quem terá sido? '

(Enviadas por um Amigo)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Europa confusa e convulsa


A situação em França é a expressão dum conflito, ainda difuso e não articulado, que se está a preparar em toda a Europa. Tem a sua origem no sentimento de injustiça e na repartição dos esforços que provocam as medidas dos governos para superar a “crise”. A anunciada refundação do capitalismo ficou em nada. Os compromissos de melhor regulação do sistema financeiro, de controlo dos paraísos fiscais – aos quais seria mais lógico chamar sumideiros fiscais – de estabelecimento duma taxa internacional que grave os fluxos de capital ou a harmonização da fiscalidade europeia, não chegam. Em troca, generalizam-se medidas de ajuste e redução de direitos que favorecem um forte incremento das desigualdades.
Quando se vaticinava um maior controlo da economia e dos mercados por parte da sociedade e da política, a realidade que se impõe é a contrária. As resistências dos governos agirem coordenadamente, aumentam as dificuldades da política ante uma economia globalizada. E esses limites, reais mas não deterministas, são utilizados pelos governos para justificar a orientação das suas políticas, cada vez mais marcadas pela exigência de rentabilidade dos mercados. Esta submissão dos Estados e as participações que se oferecem, estão a provocar efeitos colaterais graves em termos democráticos; propiciam uma inutilidade do Direito e da política para regular as relações e interesses sociais, geram-se sentimentos de resignação e impotência da cidadania e desligitima-se a democracia e suas instituições.
Como aconteceu noutros momentos da história, a resposta inicial à injustiça, não está a ser um conflito social organizado que consiga reformas justas. As reacções estão a ser complexas, confusas e, por vezes socialmente perigosas. Estão a surgirr ideias corrosivas em termos de civilização. Alguns direitos sociais, como o emprego estável, que não permanente, são apresentados como privilégios. Confrontam-se as classes sociais entre si, quando se apresentam os trabalhadores maos velhos como os culpados pelo desemprego e a precariedade sofrida pelos jovens. Ou aos imigrantes como culpados pela insuficiência de serviços públicos ou do colapso que todos sofremos. No fundo destes ideais subsiste, implicitamente, uma ideia insolidária. Pretende-se que os custos da “crise” se repartam apenas entre uma parte da sociedade. Aqueles que obtiveram principalmente os seus rendimentos do seu trabalho pessoal, sejam assalariados, autónomos, pequenos empresários ou pensionistas. E que as elites, que obtêm os seus rendimentos a partir de benefícios do capital ou do seu status de nomenclatura em que as corporações privadas ficam à margem dos esforços para superar a “crise”. Daí, a agressividade, tanto na Europa como nos Estados Unidos, com que estas elites respondem às medidas de alguns governos, por muito moderadas que sejam. As virulentas reacções ante as propostas de melhor regular a fiscalidade sobre o capital, levaram os governos a limitar as suas políticas fiscais à redução da despesa pública e ao incremento da fiscalidade sobre o trabalho e o consumo.
Entretanto, as respostas sociais não se apresentam articuladas. Em muitas pessoas surge o sentimento do salve-se quem puder; alguns poderes económicos, políticos e comunicativos propiciam e promovem reacções dos sectores mais afectados pela “crise” contra os que estão ainda mais abaixo na escala social, os imigrantes por exemplo. Com comportamentos que não são só xenófobos, mas claramente classistas. Nalguns países, as organizações sociais caem no despesismo de saídas locais da “crise”.
O resultado – de momento – é um conflito social difuso e confuso que custa a articular-se, tanto nas propostas como na maneira de as defender.
E, desde França chegam-nos sinais contraditórios. Dum lado, aparecem relatos sociais repartidos em positivo. Os jovens gritam que quanto mais tarde se reformarem seus pais, mais vão demorar a poder trabalhar. Uma mensagem que adverte toda a Europa da profunda contradição entre reformas do mercado de trabalho e as pensões que querem impôr. Do outro, a negativa de Sarkozy á negociação, pode conduzir ao enquistamento do conflito, que pode originar a adesão social aos protestos, não sendo certo que propicie saídas mais justas e progressivas.
À Europa, no seu conjunto, interessa que o conflito social em França se canalize em reformas do sistema social. Interessa aos que sofrem as injustiças dos ajustes, mas interessa também aos que querem conservar um sistema económico e social no fundamental. Caso contrário, como aconteceu noutros momentos na história, o conflito pode conduzir a uma alta corrosão da sociedade em termos de civilização e a um retrocesso da convivência democrática.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O país das espertezas e dos inocentes

Há dias, ia um sujeito a passar junto à porta do palácio de S. Bento quando ouviu uma gritaria que de á saía. «Filho da p…., ladrão, salafrário, assassino, traficante,mentiroso, pedófilo, vagabundo, sem-vergonha, trafulha, preguiçoso da m…., vendido, usurário, foragido, oportunista, engana-incautos, assaltante do povo…»
Pasmado, pergunta ao segurança que estava á porta: “Que está a acontecer aí dentro? Estão a lutar?” «Não!», responde o segurança. «Quanto a mim, estão a fazer a chamada para a costumeira votação».
Pensava-se que antes de Abril 74 viviamos num regime que não prestava, assim como os que dele faziam parte. Agora, diz-se que este ou aquele, por tal ou tal motivo, não presta. E quem vier depois, não servirá para nada. Por tais motivos, começo não a suspeitar mas a ter a certeza de que o problema não está nos corruptos e ladrões, nos farsantes dos políticos, mas em nós. Nós como povo, como matéria-prima deste miserando país.
Porque pertençemos a um país onde a “esperteza” é a moeda que é sempre valorizada, mais que o euro ou o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada que formar uma família baseada nos valores e respeito pelos demais. Sim, um país onde, lamentavelmente só existe oportunismo onde deveria existir vontade de partilhar.
Um país onde as empresas públicas e privadas se transformam em abastecedoras dos seus mais altos funcionários; um país onde as pessoas se sentem o máximo porque tiraram uma extensão da TVCabo do vizinho e se aldraba a declaração de impostos, para os não pagar. Vivemos num país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores de empresas ecusam valorizar o capital humano, onde há pouco interesse pela ecologia e pelo asseio e higiene das ruas das cidades. Um país onde os deputados trabalham dois dias por semana para aprovar leis que só servem para afundar os mais pobres e elevar ainda mais os mais ricos. Um país onde tudo é pretexto para fugir à seriedade, onde uma pessoa de idade avançada não merece que um jovem se levante e lhe ofereça o lugar no autocaro, simulando dormir. Um país no qual as passadeiras não têm qualquer valor, onde se faz tanta coisa errada, mas em que todos (…) fogem a criticar os governantes.
Como matéria-prima dum país, há muitas coisas boas, mas falta-nos muito para sermos os homen e mulheres de que o país precisa.
Esses defeitos, essa “esperteza portuguesa” congénita, essa desonestidade em pequena e grande escala, que cresce e evolui até atingir a honra de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais que qualquer político, é que é real e honestamente má, porque todos são portugueses como nós e eleitos por nós.
Ainda que todos renunciassem hoje mesmo, quem viesse a seguir deveria rabalhar com uma matéria-prima defeituosa que, como portugueses, somos todos nós. E nada poderá ser feito. Não há nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor enquanto alguém não mostrar um caminho próprio para eradicar os vícios que temos como povo. Até lá, ninguém servirá.
Será que precisamos de mais um ditador que nos faça cumprir á força do medo? Não!, faz falta outra coisa. E enquanto essa coisa não surgir de baixo para cima, continuamos condenados, igualmente sacaneados. Não esperemos acender uma vela a todos os santos a ver se nos mandam um novo Messias, pois somos nós quem tem de mudar.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Meu caro Pedro Passos Coelho

Estou a ficar completamente desiludido com a cobardia que se instalou no partido de que és presidente.

Cavaco Silva, actual presidente da República, como primeiro ministro, acobardou-se à Europa e ao ditador da Madeira, Alberto João Jardim.

Como presidente da República voltou a acobadar-se este mês, não gostando que se dissesse mal dos senhores do dinheiro na Europa.

Durão Barroso, outro cobarde e criminoso mundial não sabe governar na Europa e só faz o que os patrões Sarkozy e Angela Merkel ordenam.

Santana Lopes não teve tempo de se revelar, mas como os outros, nada de bom ia fazer pelo País.

Ainda bem que foi corrido por Jorge Sampaio.

Segue-se o pequenote e desmiolado Luís Marques Mendes e agora pseudo comentador partidário na TVI, cobarde como os outros abandonou o PSD.

Outro Luís, este Filipe Meneses, presidente da mais endividada Câmara portuguesa, também com passagem efémera pelo partido, mas que foi tratar da vidinha para Vila Nova de Gaia.

Finalmente a bruxa má do Partido, Manuela Ferreira Leite, que roubou os fundos de pensões dos CTT, para distribuir pelos nababos do PSD.

Eis-nos chegados à tua pessoa.

Espero que não te de deixes contagiar por essa cafila de oportunistas e ladrões, corre com eles e escolhe gente nova e honesta que queira alavancar o País para um novo rumo e o tire da crise.


Como se não chegassem já os cobardes do teu partido que desgovernaram este pais, eis que Carlos Encarnação, com toda a desfaçatez, convoca uma conferência de imprensa para anunciar que renuncia ao cargo por estar farto de aturar este governo.

Podia ter tido uma saída airosa, mas como como quiz fazer mossa no governo da nação e ganhar notoriedade, saíu pela porta do fundo e fez figura de sendeiro.

Vai à internet e vê os comentários que fazem sobre a sua governação.

Parece que a câmara está falida e a qualquer momento o escândalo rebenta.

Entretanto ele já locopletou com o dinheiro do povo e vai gozar agora uma imerecida reforma de nababo e talvez candidatar-se a altos cargos no partido.

Abre os olhos e corre com a escumalha que continua a viver à sombra do partido.

(Enviado por um Amigo)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Era no tempo do rei…


«Uma das quatro esquinas formadas pelas ruas do “Olhador” e do “Ouvidor”, (ali mesmo onde estava a Viela da “Quitanda”), que se cortavam mutuamente, chamava-se nesse tempo “O Canto dos Meirinhos”; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe, que gozava então de não pouca consideração».
Os meirinhos de hoje não são mais que caricata sombra dos do tempo do rei. Esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o reino, no tempo em que a demanda era, entre nós, um elemento de vida; o extremo oposto eram os desembargadores.
Ora, como os extremos se tocam, tocando-se fecham o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, prováveis razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamavam o processo. Daí a sua influência moral.
Mas, tinham ainda outra influência, que é justamente a que falta aos de hoje: era a influência que derivava das suas condições físicas. Os meirinhos de hoje são homens como quaisquer outros; nada têm de imponentes, nem no seu semblante nem no trajar, confundem-se com qualquer procurador, escrivão de cartório ou contínuo de repartição. Os meirinhos desses tempos não, não se confundiam com ninguém; eram originais, eram tipos e típicos; nos seus semblantes transluzia um certo ar de majestade forense, os seus olhares calculados e sagazes significavam chicana.
Trajavam sisuda casaca preta, calças e meias da mesma cor, sapatos afivelados, ao lado esquerdo aristocrático espadim, e na sua ilharga direita penduravam um círculo branco, cujo significado ignoro, e coroavam tudo isto com um grage chapéu armado.
Colocado sob a importância vantajosa destas condições, o meirinho usava e abusava da sua posição. Era temível quando, ao virar uma esquina ou ao sair de casa pela manhã, o cidadão esbarrava com uma daquelas solenes figuras que, desdobrando junto dele uma folha de papel, começava a lê-la em tom confidencial! Por mais que se fizesse, não havia remédio em tais circunstâncias senão deixar escapar dos lábios o terrível “dou-me por citado”. Ninguém sabe que significado, fatal e cruel destas poucas palavras! Eram uma sentença de peregrinação eterna que se pronunciava contra si mesmo; queriam dizer que se começava uma longa e afadigosa viagem, cujo termo bem distante era a caixa da relação, e durante a qual se tinha de pagar importe de passagem num sector de pontos; o advogado, o procurador, o inquiridor, o escrivão, o juíz, inexoráveis Charontes, estavam à porta de mão estendida, e ninguém passava sem que lhes tivesse deixado, não uma esmola, mas todo o conteúdo dos seus bolsos, até à última parcela da sua paciência.
Hoje tudo é diferente. Ninguém se dá como citado, faltam às audiências, andam de recurso em recurso, uma forma de jogo à custa do dinheiro que possuem e de advogados que ficam a dever muito à moral.
É evidente que me refiro a essas “gordas” personagens armadas em fidalgos nas notícias da república e nas astúcias legais. Por tal e outros motivos entoam a modinha: “Quando estava na minha terra/acompanhado ou sozinho/ cantava de noite e de dia/ao pé dum copo de vinho! E riem-se como alarves…

A SOCIÓLOGA LOIRA...



Durante uma representação teatral, um ventriloquo e seu boneco “Zequinha”, contava todo o seu reportório de piadas sobre loiras..
De repente, uma loiraça levantou-se e começou a discursar: «Já ouvi o suficiente das suas piadas, denegrindo as loiras, seu idiota. O que o faz pensar que pode estereotipar dessa forma as mulheres? O que têm a ver os atributos físicos duma pessoa com o seu valor como ser humano? São indivíduos como você que impedem que as mulheres como eu sejam respeitadas no trabalho e na sociedade, que nos impedem de alcançar o pleno potencial como pessoas. Por sua causa e por causa das pessoas da sua laia, perpetua-se a discriminação, não apenas contra as loiras, mas contra as mulheres em geral… tudo em nome dum pseudo bom humor!»
Perplexo e envergonhado, o ventriloquo começou a desculpar-se: “Minha senhora, eu ganho a vida com isso. É o meu trabalho. Não foi essa a minha intenção…”
A loira, raivosa, interrompe: «Não se meta, caro senhor! Estou a falar com esse desprezível rapazinho que está sentado na sua perna..!”
Como se pode depreender, houve um ligeiro equívico daquela loiraça que, na sua vida profissional era efectivamente socióloga. Possivelmente, lia demasiado pouco, o que me recorda uma outra história sobre um casal que foi de férias rurais, perto dum rio rico em trutas.
Ele, gostava de pescar e a mulher adorava ler.
Uma bela manhã, o marido regressa da pesca, que durou algumas horas e resolve bater uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o rio, a mulher decide pegar no barco que o marido alugara e remar até um local sossegado, longe da vista de curiosos, e ler a bordo, num recanto do rio.
Rema durante uns minutos, lança ao fundo a âncora, pega no livro e começa a ler.
Absorvida pela leitura, não se apercebe da chegada dum guarda ambiental ou florestal… que no seu barco se aproxima até se colocar a lado da mulher, dizendo:
“Bom dia, minha senhora. Que está a fazer?”
«Estou, como pode ver, a ler um livro (pensando que era tão óbvio…)
“Bom, é que a senhora está numa área restrita, onde é proibida a pesca”.
«Sinto muito, senhor guarda, mas não estou a pescar, estou a ler!»
“Sim.., mas, a senhora tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei que a multar…”
«Se tentar fazer isso, terei de o acusar de assédio sexual!»
“mas… nem sequer lhe toquei”, diz o guarda…
«É verdade, mas o senhor tem, penso, todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento!»
“Tenha um bom dia, minha senhora” – diz ele, indo embora.
Moral da história:
‘Nunca se deve dicutir com uma mulher que lê pois. certamente, ela pensa!’

(Enviado por um Amigo)